“Sai daqui Pai! Eu quero a mamãe!”

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(Esse texto demora uns 7 minutos para ser lido, pois descrevi em detalhes a situação que aconteceu hoje aqui em casa. O texto fala sobre a importância de se colocar limite com gentileza. Fala sobre desconexão e conexão. Sobre cansaço e energia para estar com as crianças e termina com uma reflexão sobre a dificuldade da maioria dos pais e mães para terem espaço temporal e mental para ajudar os filhos a lidarem com seus sentimentos.)

 As 23:00 estava deitado na cama, embaixo das cobertas, em uma noite de frio, feliz por estar pronto para descansar. Regiane então diz:

“Leo fez xixi quando acabou a capoeira. Faz quanto tempo isso?”

Eu: “3 horas. Deixa que eu vou.”

Levantei, fui até o quarto das crianças. Leo, que hoje tem 2 anos e 3 meses, dormia feliz. Como ele dorme sem fralda, precisamos coloca-lo para fazer xixi no meio da noite. Foi isso que fiz. Ele fez xixi, subi as calças dele e o coloquei novamente na cama, sem ele acordar. Maravilha. De volta para as cobertas.

2:00 da madrugada: Leo vem para o nosso quarto. Ele quer mamar. Regiane dá de mamar e todos voltam a dormir.

3:00 da madrugada: Leo está com o rosto perto da Regiane e com os pés na minha cara. Acordo. Regiane se mexe e diz. Leo fez xixi aqui na nossa cama, mas foi só em uma parte do lençol. Regiane trocou o Leo, mas não o lençol. O sono é mais forte e dormimos, com Leo atravessado no meio da cama.

5:00 da madrugada: Luna (4 anos e meio) vem até o nosso quarto. Ela está falando baixinho com a Regiane que diz: “Vai lá pedir pro papai.” Luna se aproxima do meu lado da cama e diz: “Papai, você liga o CD para eu continuar dormindo? E eu tô com frio.” Levanto da cama, ligo o CD que ela gosta de ouvir para adormecer e a cubro com duas cobertas. Dou boa noite e volto para o meu quarto. Quando deito na cama, percebo que Leo fez xixi na calça novamente. Ninguém merece. Sei que é errado, mas não troco sua calça e tento dormir.

6:00 da manhã: Luna grita do seu quarto: “Mamãe!!!” Eu salto da cama meio tonto e vou ver o que aconteceu. No meio do caminho, me lembro que tínhamos um combinado com a Luna que ela não deveria gritar, mas sim, levantar e ir ao nosso quarto. Me vem um sentimento de raiva. Esqueço que ela está dando um sinal de desconexão, pois se ela estivesse bem, não teria gritado e sim ido até o quarto. Chego ao quarto e lanço um olhar bravo pra ela, que responde chorando: “Eu quero a mamãe!”

Eu: “O que foi filha?”

Luna: “A mamãe entrou e saiu do meu quarto. Eu quero ela!” chorando

Eu: “A mamãe não entrou aqui. O que você quer?” Por que estou discutindo com uma criança que precisa de conexão? Eu estou desconectado de mim mesmo. Estou com sono e impaciente.

Luna: “Sai daqui. Sai do meu quarto. Esse é meu quarto!” Agora ela chora e soluça.

Eu: “Estou aqui filha. O que você precisa.” Começo a me re-conectar, mas ao mesmo tempo fico me julgando em pensamento: “Idiota! Por que você foi agressivo com ela?!?!?” Nessa hora estou deitado na cama da Luna ao seu lado.

Luna: (gritando) “Mamãe! Mamãe!”

Eu: “Eu não vou deixar você acordar a mamãe.” No meio da noite, Regiane me disse que o Leo não estava conseguindo dormir e que ela também tinha ficado acordada. Estou mais tranquilo e entendo que Luna precisa de um limite. Há sentimentos dentro dela que precisam sair e é minha função ajuda-la.

Luna: “Eu não quero você, eu quero a mamãe!” Ela se levanta da cama e vai em direção a sala. Eu vou atrás. Ela diz: “Para de me seguir. Sai daqui!”

Eu: “Não vou deixar você chorando sozinha.”

Luna: “Eu quero me acalmar sozinha”

Eu: “Eu estou aqui.” Falo pouco e deixo ela chorar entre as falas.

Luna volta para o quarto e diz que não me quer perto. Eu lembro da sessão de coaching que tive ontem no programa de educação para pais e mães do Hand in Hand Parenting, no qual minha coach disse que semana passada eu fiz bem em respeitar o espaço da minha filha em outra situação, mas que foi importante manter o contato visual. Decido que não vou entrar novamente no quarto. Ela sobe na cama. Eu vou até a porta e digo: “Estou aqui pertinho, na sala.”

Luna: “Só vou acordar quando a mamãe acordar.”

Eu: “Tudo bem” Fico na sala. De vez em quando passo pela porta do quarto. Ela não consegue dormir. Depois de 5 minutos decido entrar no quarto e cobri-la. Chego perto dela e digo: “Eu te amo filha. Está tudo bem.” Sinto que ela sente vontade de chorar novamente, mas se segura. Falo: “Pode chorar filha.”

Luna: “Eu não quero chorar. Sai daqui.”

Eu: “Estou aqui filha. Está tudo bem.” E o choro dela recomeça. Não é fácil ficar ouvindo minha filha chorar, mas agora eu sei o quão importante isso é. Se ela não extravasar esses sentimentos, eles ficarão dentro dela, atrapalhando seus processos cognitivos e emocionais.

Depois de uns minutos Luna ouve que Leo acordou lá em nosso quarto e diz: “Vou ver se a mamã já acordou.”

Eu: “Tudo bem” e vou junto para o nosso quarto.

Regiane estava com Leo no banheiro, que fazia xixi novamente.

Troquei um olhar de cumplicidade com a Regiane.

Luna: “Mamãe, eu queria você e o papai não deixou.”

Regiane: “Estou aqui filha.”

Luna: “Eu quero colo.” Regiane pegou Luna no colo. Luna continuou: “Me leva para o meu quarto?” Eu olhei para Regiane e falei “não” com os olhos.

Regiane: “Nós vamos ficar aqui. O papai está aqui.”

Luna: “Mas eu não quero ele.” Ainda tinha um pouco de choro, mas ela foi se acalmando.

Leo, que até então estava bem, faz um beiço e diz: “Eu quero a mamãe.” A cena é a seguinte. Regiane está sentada na cama com as pernas cruzadas e Luna está em seu colo. Eu estou em pé e Leo está em pé ao lado da cama.

Eu me ajoelho, olho no olho do Leo e digo: “Agora mamãe não pode ficar com você.” Estou bem calmo e sinto no fundo do coração que Leo também está pedindo ajuda, está querendo conexão pois na maioria das vezes em que a Regiane está com a Luna no colo, ele simplesmente se vira pra mim e me chama para brincar.

Leo: “Mas eu quero a mamãe.” E começa a chorar.

Eu deixo ele chorar e quando ele repete que quer a mamãe, eu falo: “Agora a mamãe não pode.” Tento seguir a risca a instrução da Patty Wipfler do Hand in Hand Parenting de falar no máximo 5 palavras e bem de vez em quando.

Leo tenta subir na cama. Eu o ajudo, dando minha mão de apoio. Ele dá a volta em torno da Regiane, põe a mão no braço dela e continua dizendo: “Eu quero a mamãe.”

Eu: “Agora a mamãe não pode ficar com você.” Sempre olhando no olho dele e de vez em quando tocando seu ombro, mostrando que eu estou com ele enquanto ele atravessa essas ondas emocionais.

Isso dura mais uns 5 minutos.

De repente Luna diz: “Mamãe, quero tomar café da manhã.”

Regiane: “Eu também. Tem iogurte!”

Luna: “Mamãe, me leva no colo até a sala para tomarmos café da manhã?” Eu olho novamente para Regiane, buscando sua parceria.

Regiane: “Não vou te levar no colo, filha.”

Luna: “Então vem de mãos dadas?”

Regiane: “Filha, o Leo está dizendo que precisa de mim.”

Luna: “Papai, você sabia que tem iogurte?!?” Ela pega na minha mão, me puxa e diz: “Vamos pai, eu vou querer iogurte, banana e mel. E você?” Apesar de saber que a teoria diz exatamente isso, que após um bom choro a criança volta a pensar claramente e consegue lidar muito melhor com as situações, eu ainda fico embasbacado. Vou com ela até a cozinha. Mostro o iogurte que a Regiane fez ontem e que não funcionou e está todo líquido.

Luna (rindo): “A mamãe não sabe fazer iogurte, né pai? Só a gente sabe.” Se ela estivesse se sentindo desconectada, com sentimentos inundando sua mente, ela poderia ter tido uma outra reação, quando viu que o leite não se transformou em iogurte. Mas ela saiu correndo para o quarto e disse: “Mamãe, você comprou outros iogurtes?” e Regiane responde: “Sim, estão em uma sacola azul na geladeira.”

Peguei o iogurte, o mel, uma banana e uma faca normal de serra e coloquei na mesa ao lado da Luna. Abri o iogurte e ela preparou seu café da manhã sozinha. Não derramou o iogurte para fora do pote ao se servir e cortou as rodelas de banana tranquilamente. Ao ver que eu estava preparando meu café da manhã, perguntou: “Pai, você vai querer mel?” Eu respondi que não e ela disse: “Então vou acabar com esse restinho.” Incrível, ela estava preocupada em dividir o pouco mel que havia comigo, alguém que ela estava expulsando do quarto momentos antes. Meu coração está vibrando. Eu, Regiane, Luna e Leo passamos por uma experiência linda hoje de manhã. Vamos passar por muitas mais.

Olhei para o relógio. Eram quase 8:00 horas da manhã. Pensei:

“Quem tem tempo e paciência para fazer isso hoje em dia? Como um pai que precisa chegar ao trabalho as 8:00 e chegou em casa no dia anterior as 20:00 conseguiria fazer isso? Eu só consegui fazer tudo isso pois hoje eu não tinha nenhum compromisso formal de manhã, apesar de ter uma pilha de coisas para resolver. E se eu não tivesse esse tempo? E todos os pais e mães que não tem esse tempo e nunca ouviram falar dessa ideia de que quando uma criança tem um comportamento incomum, ela não está nos provocando ou nos testando, mas sim dando sinais que precisa de ajuda, que precisa de conexão? E assim vamos criando uma nova geração de pessoas que quando crianças não tiveram espaço para extravasar seus sentimentos e que cresceram ressentidas. Ou seja, aqueles sentimentos de tristeza, raiva, medo que toda criança experimenta, vão se acumulando, acumulando, acumulando, e ao longo da vida ficam sendo re-processados pelo nosso sistema límbico, tomando espaço e energia da nossa mente, que poderia ser usada mais criativamente. Eu, por hora, consegui criar um esquema de vida que me permite flexibilidade para estar com meus filhos, apesar de que algumas vezes passo dias fora de casa. Além disso, me abri para aprender essa nova forma de estar com os filhos chamada de Educação Ativa por alguns como a Margarita Valência ou Desescolarização com diz Ana Thomaz ou ainda Parenting by Connection, como nomeia a Patty Wipfler. Estou disseminando isso através do blog e através de conversas individuais. Mas a mudança no esquema de vida, para abrir espaço temporal e mental é algo mais complexo, pois não depende só da vontade de cada um, mas da forma como nosso sistema social e econômico está estruturado. Ana Thomaz diria que sim, depende de cada um, pois cada um é responsável por criar a realidade. É verdade também. É uma questão sistêmica e é uma responsabilidade individual.”

Bom dia.

79 respostas
  1. fernanda
    fernanda says:

    entre tantas abas abertas no meu pc, tanta louça pra lavar, roupas pra catar, relatórios pra revisar, leituras para por em dia… esse site com ctza vai me “roubar” muitas horas de vida! gente que texto incrível! eu, meu marido e meus dois pequenos (2a11m e 8m) agradecemos!! Conexão! amei isto! (frase que mais escuto do mais velho: “sai pai! quero a mamãe!” ;))

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    • fernanda
      fernanda says:

      aproveito para perguntar sua opinião: o que fazer nas demonstrações de raiva? o meu grita muito e muito alto, bate e joga as coisas! não costumo reprimir porque sei que é a forma dele de lidar com a situação, apenas digo calmamente que “não precisa ficar com raiva/ bravo/ nervoso porque não conseguiu fazer isto e blá blá…” mas sinto que não adianta muito… ao menos não no curto prazo!

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  2. Carolina
    Carolina says:

    Oi Marcelo! Passo diariamente por situações parecidas. Estou com uma filha de 2 anos e 5 meses e um bebe de 4 meses. Minha filha tem cada vez mais demonstrado dificuldades emocionais e rejeição total ao pai que é super disponível. Como vc, acreditamos que paciência, amor e comunicação são as chaves neste momento, mas percebo que ainda erramos muito. Primeiro que tento dar conta do recado sempre alem de tentar intermediar a relação de pai e filha, que muitas vezes faz eu e meu marido discutirmos. Por outro lado percebo tb que meu marido perde mais facilmente a paciência e demonstra irritação com tanto choro e pedidos de “mamãe”. Claro que a falta de sono e tempo para nos tb não ajuda.
    Gostei muito do seu texto, vou mostrar pro meu marido pra gente refletir juntos mais. Se vc tiver mais dicas, agradeço!

    Responder
  3. Mairah
    Mairah says:

    Olá Marcelo,

    primeiro queria te agradecer, estou gostando muito de acompanhar seus escritos!
    tenho uma filha de 1 ano e 4 meses e nos últimos tempos a minha maior questão é como colocar limites de uma maneira amorosa, sem agir por impulsos impacientes que muitas vezes vem a tona quando ela começa a se desestabilizar.
    Ela chora muito quando contrariada, se debate, joga a cabeça pra trás, puxa nosso cabelo, belisca… e desde sempre ela reage assim, sendo que nem eu nem o pai somos agressivos com ela.
    Fiquei com uma dúvida à respeito desse tipo de abordagem que você tem, se ela também serve para bebês que ainda não tem uma maturidade para se comunicar e se expressar verbalmente. Como posso dar esses limites pra ela e tentar evitar esses ataques de agressividade? Ou não devo evitar?
    grata mais uma vez!

    Responder
  4. Aline
    Aline says:

    Comecei a ler o seu blog hoje, gostei muito, eu ainda não sou mãe mas tenho interesse em tudo que diz respeito a relação pais e filhos, pretendo ser Doula e enfermeira obstetra e dentro de alguns anos mãe também. Continue com esse trabalho bonito, um abraço.

    Responder
  5. Angela
    Angela says:

    Obrigada por compartilhar… gostaria de saber mais sobre essas teorias que embasam o teu comportamento, com certeza vao me ajudar e muito. Vou pesquisar e se tive algum link para repassar agradeço!
    Angela

    Responder
  6. Cintia Paludo Rodrigues
    Cintia Paludo Rodrigues says:

    Marcelo, seu blog é muito bom. Por favor, continue compartilhando conosco sua vivências diárias. Está sendo enriquecedor. Tenho um bebê de 4 meses e pretendo usar todo o conhecimento que venho adquirindo aqui.

    Responder
  7. Patricia Angelini
    Patricia Angelini says:

    Eu recebi a indicação do seu post num grupo de troca de emails, o Materna_Infancia e simplesmente achei maravilhoso. Perceber que você transcedeu o seu limite do cansaço, e soube contornar a sua agressividade e acolher a decepção da sua filha me mostra que é possível sim mudar. Que são possiveis escolhas, mesmo quando o comportamento padrão era outro numa situação de stress.
    Obrigada por compartilhar essa experiência.
    Obrigada
    Patrícia

    Responder
  8. Sara
    Sara says:

    Olá Marcelo,
    Sou mamãe de primeira viagem de Felipe um bebezão lindo de 7 meses!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Estou a procura de métodos de educação, lendo sobre fases do desenvolvimento infantil tudo para entender melhor o universo do meu pequeno e me “conectar” com ele e ajudá-lo no seu desenvolvimento!!! ADOREI seu texto…acabei de ler no grupo do face no qual foi compartilhado!!!!!! Gostaria de dicas de leitura…vi que você citou alguns autores!!!!!!!!!! Quais linhas você segue?? Estou começando a me preparar ficaria grata se me ajudasse! 😉
    Parabéns pelo blog……vou fuça-lo…kkkkk

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Olá! Obrigado pelo comentário. Por enquanto só tenho referências em inglês ou espanhol. Hoje em dia tenho estudado mais uma linha chamada Parenting by Connection, da ONG Hand in Hand Parenting. Dê uma olhada no site deles: http://www.handinhandparenting.org
      Se você entrar em “store” verá aparecer uma opção de compras em inglês e outra em espanhol. Escolha a que preferir. Eles vendem um conjunto de livretos que acho muito interessante.
      Caso você entenda bem inglês e queira fazer um curso deles, eles tem uma introdução de 3 horas de videos on-line que custa 79 dólares e já inclui os livretos (que sozinhos custam 24 dólares).
      Você se interessaria por esses cursos e esses materiais em português?
      Fico muito feliz de ver pessoas como você querendo se preparar para ser uma mãe conectada com os filhos. Abraço, Marcelo.

      Responder
  9. Lizi
    Lizi says:

    Lindo, como eu queria ter paciencia, na hora do desespero as coisas saem de controle e a impaciencia impera (se for a noite, pior ainda), no outro dia a razao fala mais alto e voce ve tudo que fez de errado e bate aquela culpa, vou ler mais teus textos pra ver se me ajudam, doeu ler a parte da coisas que vao acunulando, acho que sinto na pele as coisas que acumulei da infancia, nao quero fazer isso com minha filha #desabafo

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Lizi, pois é…esse é o nosso desafio. Nossos pais fizeram o melhor que puderam e devemos ser gratos a eles, porém a maioria não tinha o conhecimento e as possibilidades que temos hoje. Quando lidamos com nossos filhos, revivemos a impaciência dos nossos pais, ou a permissividade ou a rigidez deles. A maioria de nós não pode extravasar nossas emoções de medo, raiva e tristeza que surgiam quando éramos crianças e por isso carregamos isso dentro de nós. Para sermos melhores pais, precisamos de apoio para descarregar essas emoções e assim lidar com nossos filhos com menos cargas do passado. Grande abraço, Marcelo

      Responder
  10. Vanessa
    Vanessa says:

    Gostei do texto e não li todos os comentários. Acho importante frisar, que umas das conclusões é que a criança usa o choro para extravasar suas emoções e é uma forma dela lidar com as frustrações, presente no nosso dia a dia de adulto(desde perder um emprego até perder o ônibus). Impondo limite (com respeito) e deixando ela chorar, permitindo o choro (não fazendo a vontade dela só para que ela pare de chorar), vai ajudar sua criança a lidar com as frustações futuras e fazer dela um adulto mais feliz e saudável.

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Vanessa! Adorei a forma como você resumiu. Além do choro, o riso é uma outra forma fantástica de extravasar as emoções. O equilíbrio entre o choro e o riso é a melhor forma de ajudar os filhos a extravasar. Abraços, Marcelo.

      Responder
  11. Mariana
    Mariana says:

    Oi Marcelo! Adorei seu texto. Primeiro ri e me identifiquei, pois aqui em casa é igual! E embora eu só tenha ouvido falar em educação ativa aqui no seu blog, concordo muito com essa ideia de que um comportamento atípico na criança não significa que ela esteja nos testando, que é o que geralmente nos dizem por aí. No final adorei sua reflexão, também tem muito a ver com o que estamos vivendo aqui em casa. Sobre o iogurte, ele realmente não dá certo em noites frias. Minha mãe sugeriu enrolar a panela num cobertor, pra ele ficar quentinho por mais tempo, mas não ainda testei. Beijos

    Responder
  12. Leticia
    Leticia says:

    Excelente, coerente, elucidativo. Parabéns! Tenho duas filhas, sou psicologa e coach e assim como você, acredito muito que as crianças estão em constante comunicação. Pensar como se fosse uma pirraça ou birra é um pensamento bem simplista. Parabéns por aguentar o acorda acorda da noite e pensar apesar do sono! Rs

    Responder
  13. Patricia Ferreira
    Patricia Ferreira says:

    Oh, Marcelo! Lindo seu texto e sua honestidade em dizer, com detalhes, como foi a sua noite fria. Tive a oportunidade de “dar um tempo” na minha carreira executiva para passar mais tempo com meus filhos. E tive que reaprender a me conectar com meus filhos. Ouvir mais, falar menos, me tranquilizar. Seguramente, é um privilégio poder compartilhar a vida com eles e não querer que nem nós, nem nossos filhos, sejam perfeitos: apenas felizes!

    Responder
  14. Alena
    Alena says:

    Estou aprendendo demais no seu blog!! Tenho uma filhinha de 7 meses, vou aplicar um pouco dessa sua história de amor de vc e seus filhos na nossa história!!! Bjs e obrigada

    Responder
  15. Alexandra Kondo
    Alexandra Kondo says:

    Adorei o texto! Isso me faz refletir o poder do choro. Eu sempre fui extremamente peralta. Geniosa e teimosa quando criança e hoje me acho bem tranquila. Eu não chorava, berrava. E isso me fazia tão bem. A minha mãe também gritava, mas como éramos de uma família oriental (japonesa) muito barulhenta (tipo italiana), alegre, achávamos normal. Sinto que fomos, eu e a família, felizes. A minha infância foi intensa, plena, embora houvessem dificuldades próprias da vida. Melhor ainda, foi no sítio. Sempre tive certeza de que teria muitos filhos. Desde pequena. E hoje, esperando o 5o filho, eu gosto de ver os meus filhos chorando intensamente, e rindo intensamente. Gargalhando, gritando. Sinto brilho no olhar deles. Eu busco não reprimir o choro deles, e o choro em si não me incomoda, desde que eram bebês. Acho que é porque me fez e faz bem. E porque é a forma de expressão deles. E eu não quero amordaça-los. Os meus filhos são tranquilos, normalmente. E quando choram, choram com toda a força, abrindo o caminho, e cada vez mais forte. Gosto de observar as birras e o pós birras (colo). O choro deles não me apavora e nem me culpo quando eu fico brava. Eles sabem quem eu sou (brava ou amorosa, ou arrependida – peço desculpas a eles quando eu “passo dos limites”), e eu sei quem são eles, do jeito que eles são. Observo-os. Procuro não tentar muda-los para que sejam do jeito que eu quero. E quando eu fico uma fera, eu fico uma fera ( é cada vez mais raro). Sem economizar. E acho que eles estão absolutamente acostumados com isso rsrsr, já que eles também vez ou outra ficam uma fera, por diversos motivos. Gosto quando eles correm e gritam. Alegria pura. E fico triste ao ver como as pessoas são intolerantes com as criancices. Tenho regras em casa, pensando no bem estar da família. Eles não dormem em nossa cama (o sono deles são pesados e o nosso, de qualidade), tem horários desde bbs, e em compensação, somos abertos à negociação. Regras, com flexibilidade. Mas, com regras. É incrível ver as tentativas de transgressões e os respectivos argumentos. E assim vou aprendendo a ser mãe, intensamente. Estou em constante mudança, junto com eles.

    Responder
  16. Sabrina Corrêa
    Sabrina Corrêa says:

    Marcelo, lindo texto. Inspirador!
    Apesar de conseguir alguma flexibilidade em termos de horários, nem sempre consigo lidar de maneira tão serena com essas dificuldades. E eles, claro, respondem exatamente na mesma energia, e como resultado a crise só piora!
    Mas o bonito das crianças é que sempre é possível recomeçar, tentar novamente, mudar. Elas estão prontas a entrar na aventura junto com você!

    Responder
  17. Luciana Ribeiro
    Luciana Ribeiro says:

    Marcelo, fico encantada com todo este universo e a minha realidade hoje é um pouco mais dura.
    Mas independente disso quero sim uma realidade diferente para a minha filha :)
    Quero aprender muito mais sobre universo, me identifico.

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Luciana, que bonito esse movimento de querer criar uma realidade diferente para sua filha. É impressionante como eles nos dão energia para mudar, para criar. Fique à vontade para perguntar, sugerir, enfim dialogar. Abraços!

      Responder
  18. Talitha
    Talitha says:

    Marcelo, eu adorei ouvir a sua história e captar essa forma de olhar e lidar c/ o choro de uma criança. Já aconteceu algumas vezes do meu filho de 1 ano chorar porque eu fiz algo c/ ele que contrariou a sua vontade e eu tentava que aquele choro acabasse logo. O que vc disse sobre a importância de deixar o filho colocar p/ fora as suas emoções o quanto ele precisar que depois ele mesmo se renova, fez todo o sentido p/ mim. Percebo maioria dos adultos lidam c/ as próprias emoções indo p/ um extremo ou p/ o outro e acho que é muito reflexo do que vc apontou aqui. Ou reprimem e não colocam para fora o que sentem, ou estão o tempo todo colocando para fora o que sentem. Acho que em ambos os casos não estão conseguindo acolher, conter e validar o que estão sentindo. Essas duas formas, acredito serem consequênica de um choro que qd crianças não era levado em consideração e precisava passar logo. Essa talvez seja uma das tarefas mais difíceis a trabalharmos.
    Muito obrigada Marcelo por compartilhar essa sua difícil noite e ao mesmo tempo cheia de aprendizados!

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Talitha! É isso mesmo. A maioria dos adultos não tiveram suas emoções respeitadas quando crianças e não tiveram espaço para descarrega-las seja através do choro ou do riso e aí fica muito difícil lidar com as emoções dos filhos. Os pais e mães precisam de apoio para descarregar as emoções ainda travadas. Abraços.

      Responder
  19. Claudia
    Claudia says:

    Oi Marcelo, adorei! Nunca consegui entender e ainda è meio dificil entender essa conexao, mas eu lia os teus 7 min de texto que eu tinha prometido pra mim mesma que iria ler so o começo (to ne meio do trabalho… e atrasada…) e fiu engolindo cada palavra. E’ como se voce desse palavras para o meu sentimento.
    E’ isso… “aqueles sentimentos de tristeza, raiva, medo que toda criança experimenta, vão se acumulando, acumulando, acumulando, e ao longo da vida ficam sendo re-processados pelo nosso sistema límbico, tomando espaço e energia da nossa mente, que poderia ser usada mais criativamente”
    Lindo, adorei………. com certeza voce me deu uma enorme energia para lidar com essas situaçoes em que eu ja estava quase passando para o nosso maravilhoso metodo tradicional: “è capricho! Eu tenho que ser dura com ela!”
    Obrigado

    Responder
  20. Adriana Lundberg
    Adriana Lundberg says:

    Oi Marcelo!! Estou vendo agora que vc já me respondeu. MUITO obrigada! As razões pelas quais você não deu colo era justamente a que eu imaginava. Vou compartilhar no grupo a tua resposta e colocar as mães em contato com este teu espaço. Muito obrigada pelas dicas. Um abraço, Adriana.

    Responder
  21. Patricia
    Patricia says:

    Pois eu tenho uma pequenota de 2 meses e estou a ficar muito cansada, embora o meu marido me ajuda bastante aos fins de semana,eu sempre tento ter muita calma, as nossas noites ainda não são faceis,gostei da sua história de vida, mas eu teria pegado ela ao colo.

    Responder
  22. Adriana Lundberg
    Adriana Lundberg says:

    Marcelo, publiquei o texto em grupos de maternagem aos quais participo e tbmem meu perfil no FB. Nos surgiu uma dúvida: Por que não pegar a Luna no colo quando ela solicita? Quero entender mais sobre este “método” que você aplica. O que me indica ler, acompanhar, seguir? Obrigada!

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Adriana. Em primeiro lugar, super obrigado pela divulgação. Fico super feliz que tenha gerado debate. Nesse texto, o único momento em que foi negado o colo aconteceu quando Luna, já feliz da vida, pede para Regiane leva-la no colo para tomar café da manhã. Luna tem 4 anos e meio e é capaz de andar sozinha por longas distâncias, então ela não precisa de colo para se locomover. Nem Leo, de 2 anos e 4 meses, precisa de colo em 90% das situações. Temos uma mania de transporta-los no colo para satisfazer uma necessidade nossa de chegarmos mais rápido nos lugares. Mas a necessidade deles é de andar no ritmo deles, explorando tudo o que encontram pela frente. Quando meus filhos me pedem colo, seja em casa ou na rua, eu paro, sento (já cheguei a sentar no chão de um shopping e na calçada de uma rua) e dou colo, pois sinto que estão com necessidade de conexão, de segurança e estão conseguindo expressar de uma maneira genuína. Esse método, que é mais uma filosofia de vida, tenho aprendido de diversas fontes. Destaco a Margarita Valencia e a Ana Thomaz. Dê uma olhada nos videos desse canal do youtube: http://www.youtube.com/user/familiaseducadoras?feature=watch
      Além de entrevistas com as duas, veja os videos sobre a nã0-escola El Pesta, na qual a Margarita trabalhou por 15 anos. Fique à vontade para trazer mais dúvidas e para colocar as pessoas que discutiram o texto com você em contato comigo através do blog ou do facebook: http://www.facebook.com/filhasefilhos. Abração!

      Responder
  23. Luciana de Paula
    Luciana de Paula says:

    Adorei o texto , acho que todos nós que somos pais e mães sempre vamos ter esse sentimento de culpa, de sempre está fazendo alguma coisa errada ou de simplesmente não está fazendo nada, sei lá complicado. A minha filha Malu tem 3 anos, e as vezes tem essas crises e tenho tentado ao máximo ser paciente, compreensiva, amável e deixa-lá se expressar. Como mãe que trabalha e estuda tento aproveitar o pouco tempo que tenho em casa com ela. Ser mãe ou pai, é um aprendizado diário. Amei seu texto, Parabéns!!

    Responder
  24. suzana
    suzana says:

    ondas emocionais pedem ondas de amor. conexão é isso. eu sempre me emociono quando meu filho de 3 anos e meio faz isso. ele chora e diz “me ajuda a me acalmar?” e depois ficamos cheios de amor. lindo texto. obrigada.

    Responder
  25. Rosali Michelsohn
    Rosali Michelsohn says:

    Imagino que um dia, não muito distante de hoje, você fará um Fórum sobre o educar respeitoso e amoroso. Os pais interessados em criar pessoas não só bem sucedidas, mas principalmente pessoas do bem, comparecerão. Eu vou ficar babando em algum cantinho…

    Responder
  26. Ilce
    Ilce says:

    Oi Marcelo ! Toda semana estou traduzindo seus textos pra Jennifer. Adoramos. Ahhhhhh, meu Deus, o mundo gira, o tempo passa e as experiencias somente mudam de nome e endereco, mas com um detalhe: hoje, muito mais conscientes e preparados ( pelo menos com mais vontade de se preparar e acertar )do que no meu tempo. Como ja diziam aqueles garotos de Liverpool : ” All you need is love, love, love is all you need “. PARABENS !!!

    Responder
  27. Beatriz
    Beatriz says:

    Oi Marcelo, sou nova por aqui e estou devorando seus textos e sinto que não estou sozinha! O post de hoje me fez refletir muito pois sou mãe de 2 meninas Julia 4 e Manuela 1, quando a Julia era bebe eu trabalhava com horarios e não tinha a disponibilidade que tenho hoje com a Manuela, com meus horarios flexiveis. Sinto a Manuela muito mais calma e tranquila nao só pela sua personalidade mas tambem em função da minha paciência, pois tenho tempo de esperar ela chorar e se acalmar sozinha tenho que reconquistar isto com a Julia, mas acredito que com o aprendizado neste blog vou conseguir mais rápido do que eu esperava!!!

    Responder
  28. leslymonrat
    leslymonrat says:

    Eu não consigo mais acessar seu blog, queria muito ler seus post, só consegui um até agora! Também fiz um comentário, mas acho que não foi aprovado (?!) Será que é alguma configuração errada ou você precisa autorizar?

    Abraços

     

    Responder
  29. Marta Donida
    Marta Donida says:

    Oi Marcelo, gostei muito do texto, ele ilustra o dia-a-dia familiar e como nossos limites de seres humanos cansados fisca e mentalmente impedem uma melhor conexao com nossos filhos. Penso q nao é impossível, mas como é difícil e trabalhoso ser pais conscientes. Abracos de todos aqui, com saudades, Marta Donida

    Responder
  30. Regina
    Regina says:

    Obrigada por compartilhar a sua experiência conosco… A gente fica achando que só acontece com a gente, que a impaciência é nossa, não achando saídas para isso… Esse texto foi um pontapé para uma grande caminhada… É um duelo entre entender esse pedido de socorro e ao mesmo tempo, achar que minha filha está se impondo demais a nós, seus pais… É equilibrar sentimentos, tentando enxergar melhor suas ações e reações… E assim, aprender e poder melhorar como mãe!

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Que reflexão bacana Regina. Eu também costumava achar que eles estavam abusando e fazendo coisas para me provocar, e isso fazia com que eu fosse reativo e agressivo. Quando eu respiro e lembro que eles estão pedindo conexão, minha resposta é diferente. É mais positiva, é mais geradora de vida. Obrigado pelo carinho e fique à vontade para compartilhar suas reflexões e histórias. Abraços.

      Responder
  31. Camila Scramim Rigo
    Camila Scramim Rigo says:

    Também gostei do encontro com seu texto, Marcelo. Me fez pensar em duas coisas: a dificuldade própria de estar em contato com a filha (e principalmente da minha mãe estar em contato com a neta, enquanto chora) e “mais principalmente ainda” da sensação de vazio que me ficou da sua história de continuar não sabendo o que fez a Luna tão triste… como se fosse necessário eu acessar toda a informação possível sobre minha filha, como se não houvesse um espaço de privacidade que lhe pertence. Mais uma pra digerir :)

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Lindas questões Camila. Nunca vamos saber precisamente todos os motivos de um choro pois ele pode ser um amontoado de coisas sendo despejadas naquela hora: a raiva do amiguinho que tirou o brinquedo da mão dela, a topada que ela deu com a cabeça na mesa, as saudades dos pais, etc, etc. As vezes eles nos dão algumas dicas após o choro. As vezes isso acontece durante o “Momento Especial”, mas o espaço de privacidade sempre vai existir. Obrigado.

      Responder
  32. Paula Isabel
    Paula Isabel says:

    Mesmo não tendo horário flexível vou fazer um esforço por fazer cada vez melhor, muito grata pela sua maravilhosa ajuda nas partilhas que oferece ao mundo! Beijinho de <3

    Responder
  33. FERNANDA NISKIER
    FERNANDA NISKIER says:

    Oi, achei sua noite simplesmente um pesadelo! Eu certamente estaria num tremendo mau humor de manhã, e acho que a maioria da humanidade também!

    Responder
      • Tatiana
        Tatiana says:

        Otimo Marcelo! Parabens!
        Tenho 2 filhos – Valentina de 3 anos e Julian de 4 anos passei e passo por muitas situacoes como a de voces … perdemos a pacienca facilmente por estarmos cansados, e com muito trabalho. Meu marido me ajuda muito, entao isso facilita as coisas. Tenho pensando em comecar a meditar, sinto essa necessidade e de ter mais “auto-controle”.

        Responder
    • diea
      diea says:

      sinceramente… concordo Fernanda!!!! p fazermos filhos felizes e comprometido com o mundo, não precisamos de fazer papel de trouxa e escrava… se não estão doentes, não faz sentindo essa lenga-lenga, a própria criança não gosta disso, a sua essência precisa de por vezes uma voz com tom dizendo o que elas tem que fazer naquele momento e pronto. Mas, respeito, pois cada pai sabe como amar seus filhos.

      Responder
      • Tiago Figueiredo
        Tiago Figueiredo says:

        Diea, simplesmente pense, seu filho não escolheu ser seu filho, foi você quem escolheu ter o seu filho, portanto, se parar para pensar, a escravidão seria dele e não sua.

        Responder
  34. Marcia Henriques
    Marcia Henriques says:

    Boa tarde Marcelo!
    Eu também tenho alguns horários flexíveis e acho essencial para estar com minha filha Mariana que faz agora em agosto 4 anos. Sabe que outro dia fomos passear com uma amiguinha dela e a mãe. Esta aminguinha fez “altas” birras, emburrava, sentava no chã chateada. A Mariana que não é muito de birras ficou olhando espantada, porque nunca tinha visto a amiga assim. Um tempo depois quem estava repetindo este comportamento: a Mariana.
    Sabe que minha primeira reação inicial foi impaciência…e não vou te dizer que ainda não fico assim. Mas, seu texto me fez refletir um pouco nisto, mas sinceramente não sei bem como agir, porque este comportamento esta persistindo!
    Bjs

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Marcia, é claro que o comportamento da amiguinha pode ter dado algumas dicas para a Mariana, mas é importante entendermos que ela está pedindo ajuda, está pedindo conexão. E a sua forma de ajudar é colocando limite carinhoso e escutar o que vier. Se quiser, me conte mais. Bjs

      Responder
      • Marcia Elias
        Marcia Elias says:

        Sim eu tb acho que ela ta pedindo ajuda. Estes tempos atrás eu andei doente e atrás de médico e de repouso e certeza que não fui a mesma mãe presente e atenta. É que agora que estou melhor ela apresenta estes comportamentos. Sinceramente não estou muito diponível, eu tenho que me centrar e “reconectar” comigo primeiro para voltarmos ao nosso bom ritmo. Obrig Bjs

        Responder

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