Chorar, Brincar e Dar Muita Risada

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(Esse é um texto duplo. Apresentou duas situações que ocorreram essa semana e mostro como está sendo importante entender melhor o significado do que muita gente chama de “birra” e eu chamo de “extravasar as emoções”. A primeira parte deve durar 2 a 3 minutos e a segunda entre 4 e 6 minutos)

Ontem terminou o curso que estou fazendo no Hand in Hand Parenting, chamado Building Emotional Understanding (Construindo Compreensão Emocional). Durou seis semanas e me ajudou muito a entender e lidar com os sentimentos dos meus filhos e os meus próprios sentimentos. Acho que as situações abaixo ilustram bem algumas coisas que aprendi:

1- Quando não se sentem conectadas, as crianças dão sinais para os pais trazerem essa conexão

2- Se a minha filha está se sentindo desconectada, seu sistema está inundado por emoções e ela não consegue funcionar bem: não consegue aprender, não consegue raciocinar e ser criativa.

3- Posso trazer conexão através da brincadeira e através da colocação de limites e do escutar o choro. O choro e o riso ajudam a criança a extravasar as emoções que estão travadas dentro dela.

Situação 1 – Hora de Dormir

Eu: “Luna, hoje é o papai que vai ficar aqui com você.”

Luna (4 anos e meio): “Eu quero a mamãe!” – A primeira etapa da colocação de limites é o escutar. Fiz uma fala tranquila de que hoje eu iria ficar com ela, e sua reação foi desproporcional. Se estivesse tranquila, aceitaria minha presença e iria dormir. Então senti que era hora de colocar o limite.

Eu: “Hoje sou eu”

Luna: (chorando) “Eu vou gritar para a mamãe.” (gritando) “Mamãe! Mamãe! Mamãe!”. Eu estava certo. Ela precisava de limites e agora vai ter a oportunidade de extravasar seus sentimentos.

Eu: (pensando) “Espero que a Regiane não entre no quarto. Preciso ajudar Luna a extravasar. (falo) “Agora você não vai ficar com a mamãe.”. Ao colocar limites não devemos falar muito. Não devemos ficar debatendo, e explicando o porque. Basta ficar em silêncio, olhando no olho, com carinho e presença. De vez em quando é bom falar algo que a relembre do limite e que a ajude a chorar. Por isso eu falei que ela não iria ficar com a mamãe.

Luna: (chorando) “Quando eu vou poder ver a mamãe? Nunca?!?”

Eu: “Agora é hora de dormir”. Não entrei no debate. Não respondi a questão dela. Não estamos discutindo. Eu estou segurando o limite e ela está usando isso para extravasar. Ela precisa saber que pode expressar emoções e que eu estou ali para ajuda-la a atravessar essa tormenta.

Luna: “Se eu acordar no meio da noite vou ver a mamãe.”

Eu: “Agora é hora de dormir”

Luna: “Colo, pai”. Depois de chorar e extravasar, as crianças ficam muito carinhosas com o adulto que a ajudou. É impressionante como a mesma criança que estava me mandando embora do quarto, agora pede para ir no meu colo.

Eu: “Vem filha”

Ela fica no meu colo por 2 minutos e vai se deitar dizendo: “Papai, você fica um pouco aqui, mas sem me tocar, só me olhando dormir.”

Eu: “Claro filha.” Fico dois minutos, dou um beijo nela e digo boa noite.

Luna adormece em 5 minutos às 20:30 da noite. Que maravilha!

Situação 2: Brincar e Gargalhar

Na manhã seguinte, Luna fez xixi na cama e acordou chorando. Fui falar com ela. Ajudei a trocar de roupa de forma bem tranquila.  Durante minha última aula do curso do Hand in Hand Parenting perguntei para a instrutora se ela via alguma relação entre o limite que coloquei na noite anterior e o fato de Luna ter feito xixi na calça. Ela disse que muito provavelmente não, mas sugeriu que eu fizesse brincadeiras mais físicas com a Luna para ela extravasar possíveis medos através do riso. Resolvi tentar.

Subimos para o mezanino e Luna quis se balançar no trapézio dizendo, no três você me pega. Fiquei na sua frente e a peguei quando ela se jogou. Aí, caí de propósito em cima de um colchão, abraçado com ela e comecei a falar: “Sai de cima de mim, me solta, me solta” enquanto eu me chacoalhava com ela em cima de mim. Ela gargalhava alto. Aí eu parava para dar um tempo de respirar e fazia tudo de novo, com altas gargalhadas.

Como é gostoso brincar! Como é incrível ouvir as gargalhadas da minha filha. É como se estivesse presenciando a energia vital em forma pura.

Leo (2 anos e 4 meses) e Regiane chegaram no mezanino. Luna quis fazer a brincadeira com Regiane e Leo disse que ele iria fazer com a mamãe. Ele fez e não deixava Luna chegar perto. Regiane brincou bastante com ele, que também gargalhava. Depois Regiane foi brincar com a Luna. Leo veio dizendo que ele queria a mamãe. Pensei: “É hora de ouvir, colocar limite e ouvir o choro.” então falei com calma: “Agora a mamãe está brincando com a Luna” e fiquei atento para ouvir sua reação. Ele fechou a cara e começou a falar reclamando: “Eu quero a mamãe”. Percebi que ele estava precisando extravasar, pois se ele estivesse se sentindo seguro e conectado, simplesmente iria brincar sozinho ou me chamaria para brincar. Dito e feito, ele começou a chorar e tentou empurrar a Luna. Regiane colocou a mão entre ele e Luna. Leo então começou a falar que queria mamar. Eu disse: “Agora é hora de jantar”. Os protestos dele aumentaram. Regiane manteve o limite. “Agora não vai ter mama.” Ele chorou e reclamou por uns 10 minutos, inclusive batendo os pés no chão.

Eu estava com fome e preocupado com o horário do jantar, então levantei, fui até a Luna que a essa altura já estava brincando de outra coisa, longe do colo da Regiane e disse: “Vamos descer para jantar.” Ela fez um bico e disse: “Eu só vou com a mamãe”. Pensei: “Putz, não acredito que vou ter que colocar outro limite.” Mas não teve jeito. Falei: “Vamos descer para jantar. A mamãe vai depois” Ela começou a chorar e dizer: “Sai de perto papai. Eu quero a mamãe”. Eu dizia: “Eu vou descer com você.” Luna continuou chorando. Eu falei: “Luna, está na hora do jantar. Vamos descer.”

Luna: “Eu não vou com você. Vou ficar aqui em cima esperando a mamãe.”

É bom lembrar que ao mesmo tempo, Leo estava chorando e insistindo em mamar e Regiane estava escutando ele e mantendo o limite. Isso já durava uns 15 minutos. Regiane falou: “Eu não estou mais conseguindo ouvir ninguém. Está muita gritaria. Eu estou com vontade de gritar!” Aquilo me pegou de surpresa. Respirei para tentar entender qual era o sentimento que vinha e ficou claro: “Que bom! Regiane está sendo espontânea e dizendo como está se sentindo!” Olhei para Luna e disse com muita tranquilidade:

“Nós vamos descer agora. Eu vou te pegar com calma e descer.” Notem que eu não disse: “Se você não descer agora, eu vou te pegar!”, o que seria uma ameaça e um abuso de poder. Na verdade, dentro de mim eu tinha clareza de que era preciso descer tanto para começarmos o jantar, quanto para deixar Regiane em paz lidando com Leo. Ainda tenho dúvidas se deveria ter dito isso. Acho que ainda assim abusei do meu poder, porém de forma mais sutil. Algo para refletir!

Luna desceu as escadas sozinhas um pouco contrariada. Chegando lá em baixo, olhou para mim e na maior naturalidade disse:

“Você comeu aquele pedaço de bolo que nós fizemos enquanto você estava em Brasilia?”

Eu: “Comi filha. Estava uma delícia.”

Luna: “Eu não vi que você comeu. Dá próxima vez que você viajar, nós vamos fazer um outro bolo e eu vou guardar um pedaço só pra você!”

Fiquei emocionado. Em primeiro lugar essa fala reafirmou que após um bom choro, as emoções que estavam presas na criança, atrapalhando seu raciocínio e espontaneidade, são colocadas para fora. Em segundo lugar, também mostrou que após um bom momento de conexão, seja pela brincadeira, seja pelo limite, a criança consegue processar temas que estavam complicados, nesse caso a minha ausência durante viagens de trabalho.

Em seguida Leo e Regiane desceram. Leo, que ficou 20 minutos chorando, dizendo que não queria comer e só queria mamar, pediu para Regiane abrir a geladeira, fez um prato cheio com arroz, feijão, couve-flor, brócolis e couve refogada e comeu tudo na maior alegria.

Entendi que é muito importante colocar limites e ajudar os filhos a extravasar suas emoções, ou como diz Ana Thomaz, “colocar as emoções para fluir”. Mas entendi também que é muito bom temperar isso com uma boa dose de brincadeira e gargalhada. Isso cria uma sensação de proximidade, de carinho e de que a vida é gostosa pra caramba!

21 respostas
  1. Natalie Catuogno Consani
    Natalie Catuogno Consani says:

    Marcelo,

    descobri seu blog hoje e já li um bocado de coisas. Me identifico muito com muito do que você escreve por aqui e sou leitora da Ana Thomaz, cujos textos foram muito importantes para por em movimento um processo de transformação pessoal que começou quando meu filho era recém-nascido e eu, buscando teorias que me fizessem sentir mais segura das sensações que tinha qto à educação dele, li Carlos González e Laura Gutman. Encontrar teus textos foi uma ótima surpresa e já aprendi muito com o pouco que li. Muitas questões que estavam nebulosas por aqui ficaram mais claras com seus exemplos.

    Mas eu queria te perguntar uma coisa: essa questão do limite me encafifa um pouco. Como saber quando colocar? Quando me incomoda? Porque meu filho (2 a 2 m) tem exigido (a palavra é mesmo essa) muito a minha presença. Fica ressentido e muito contrariado qdo eu fico muito tempo conversando com meu marido, por exemplo, mesmo que estejamos por perto do pequeno. Eu estava entendendo isso como uma demonstração de que ele precisava de mais atenção minha por qualquer falta que tivesse sido gerada lá atrás, qdo eu ainda não era tão presente emocionalmente pra ele. Então meu esforço estava sendo no sentido de entender essa frustração dele e suprir a demanda (até escrevi um post recentíssimo mais ou menos sobre isso). Os seus dois exemplos deste texto são parecidos com o que vivemos por aqui e você fez o oposto do que eu venho fazendo. Achei que o que você fez também faz sentido… Como identificar essas duas situações? Como saber quando uma exigência das crianças é expressão de uma necessidade que deve ser atendida e quando é oportunidade de botar um limite e, assim, desatar um nó emocional que estava fazendo a criança dar mais importância a algo que seria muito mais fácil de lidar se estivessem calmas e conectadas?

    Minha gratidão imensa por você compartilhar tantas coisas bacanas!

    Abraços e obrigada!

    PS: me interesso pelo curso também.

    Responder
  2. Raquel ornellas
    Raquel ornellas says:

    Ma o texto de novo é bom, está me inspirando a escrever. a regiane também escreve? mas uma coisa me fisgou nos seus textos e quando estava com vc nos cursos … a questão da comida … como para vc é uma peça forte … digo isso, porque a mim também me pega e parece não ser um assunto tão relaxado, mas um pouco ansioso, sei lá talvez uma fome de leão insaciavel .. fico imaginando como foram vcs no sitio da Ana, apesar que ela me contou que a Regiane levou muitas coisas semi prontas … fico também pensando quando a ana diz que as funções domesticas da casa devem ser repensadas num fazer criativo … e aí o criativo nem sempre combina com os horários fisiológicos e de rotina …

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Raquel! Pois é, a comida pega mesmo. Sinto que preciso me desescolarizar bem nessa questão. Ainda não estamos dando conta de transformar o cozinhar e outras tarefas num fazer criativo. Nas palavras da Ana, acho que ainda estamos consertando e não transmutando. Sinto que falta corpo, entende? Mas essa consciência, que as vezes vira cobrança, nos faz caminhar. Obrigado por sempre me convidar para esses mergulhos.

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  3. Talitha Rozenbaum
    Talitha Rozenbaum says:

    Obrigada Marcelo! Aguardo na torcida p/ que role o curso logo:.).
    A Margarita Valencia tbm dá cursos desse método do Hand in Hand, dentro da mesma filosofia ou é outra história?

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    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Tem muita coisa similar entre a Margarita e o Hand in Hand. A base filosófica é a mesma: os seres humanos nascem bons e tem capacidade de se desenvolver por conta própria se o ambiente for propício. O papel dos pais não é controlar, mas estar presente e preparar esse ambiente propício. A Margarita é mais radical (no bom sentido) e diz coisas como: a coisa mais importante que uma mulher tem que fazer quando vira mãe, é ser mãe. Não existe profissão no mundo mais importante para a sociedade. Já o hand in hand, parte do princípio que muitas mães trabalham e vão trabalhar fora de casa e tentam ajudar com isso. Só dei esse exemplo, mas há outras diferenças, em sua maioria, complementares.

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  4. Marcelo Michelsohn
    Marcelo Michelsohn says:

    Oi Talitha, fiquei muito feliz com o seu comentário. Que bom sentir que as coisas que escrevo tem uma influência positiva na vida das pessoas. Talvez role o curso antes do ano que vem sim. Pode deixar que te manterei informada aqui pelo blog!

    Responder
  5. Talitha Rozenbaum
    Talitha Rozenbaum says:

    Muito bom Marcelo ouvir todo esse lindo aprendizado que vc tem colocado em prática e compartilhado c/ a gente. Tbm tenho sido leitora assídua dos seus texto e o que vc tem colocado faz todo o sentido p/ mim. Venho olhando e me relacionando c/ o meu filho de um outro lugar depois que comecei a ler os seus textos. Eu amaria fazer esse curso, e de preferência em português. Será que não rola um antes do meio do ano que vem? Eu nem sabia que existia coach de pais. Achei muito interessante e fiquei curiosa por saber mais a respeito.

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  6. Julianne Idleman
    Julianne Idleman says:

    Marcelo,

    Thanks so much for sharing this! I enjoyed hearing about your class and how you are using what you learned. I hope your readers will find lots of interesting resources on our website. Thanks for letting them know about us.

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Julianne, Hand in Hand changed my life. It changed the way I understand and feel about my children, wife, and myself. I want to reach as many people I can with this message. I am starting the instructor’s course in september in order to further my knowledge and skills, so I can be of greater assistance to other parents. Thank you so much for your work and for reaching out with your comment. Looking forward to talking more about how to help Hand in Hand’s mission and vision!

      Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Adriana. O curso que acabei de fazer é à distância. Você assiste as aulas gravadas em vídeo (mais ou menos 1 hora por semana), lê os textos sugeridos, e depois tem uma áudio-conferência em inglês com uma instrutora e até 4 ou 5 participantes. Há instrutores que fazem as reuniões em espanhol também. Ele dura 6 semanas e custa aproximadamente 260 dólares. Você teria interesse em fazer um curso desse em português? Pagaria esse valor? Abraços!

      Responder
      • Rodrigo Duarte Guedes
        Rodrigo Duarte Guedes says:

        Marcelo,

        Tenho sido um leito assíduo dos seus textos e tenho aprendido bastante.

        Fiquei curioso sobre esse curso que fez à distância e mais ainda com sua pergunta acima sobre a possibilidade do mesmo em português.

        Teria mais informações sobre?

        Grande Abraço

        Responder
        • Marcelo Michelsohn
          Marcelo Michelsohn says:

          Oi Rodrigo, obrigado pelo comentário. Se você fala e entende bem inglês, sugiro fazer o curso direto lá no handinhandparenting.com. Pode começar com o mais básico que são só videos e custa 79 dólares ou ir direto para o curso de 6 semanas com instrutor que custa 260 dólares. Falei sobre o curso em português pois em setembro começarei o curso para ser instrutor do hand in hand e em junho de 2014 terei a habilitação para oferece-los aqui no Brasil. Mas queria checar o interesse das pessoas e o preço sugerido lá nos EUA. Espero ter ajudado. Abraços! PS: Podemos pensar em outra solução em português enquanto eu não viro instrutor do hand in hand. Talvez algumas conversas por skype.

          Responder
          • Larissa Pacce
            Larissa Pacce says:

            Marcelo, estou gostando muito dos seus textos e tentando entender mais sobre essa educação ativa e essa escuta. tenho dois filhos na idade dos seus e educar é um grande desafio. Eu teria interesse no seu curso sim, mas enquanto vc não conclui sua capacitação, vou procurar algo no site que vc indicou. Muito obrigada por compartilhar esse conhecimento!
            Abraços!

          • conexaopaisefilhos
            conexaopaisefilhos says:

            Oi Larissa, fico feliz que os textos estão sendo úteis para você. Se precisar de ajuda lá no site do Hand in Hand, me ajude. Se quiser fazer sessões particulares via skype, estou a sua disposição. A sessão é de aproximadamente 1 hora e é dividida em duas partes. Na primeira, você traz alguma questão específica que queira discutir e então pensamos juntos em como lidar com isso. Na segunda parte, faremos uma parceria de escuta, na qual você fala e eu escuto atentamente e te ajudo a extravasar suas emoções através do riso ou do choro. Se você tiver interesse, me manda um email no marcelo@conexãopaisefilhos.com. Abraços.

  7. Nitiananda Fuganti
    Nitiananda Fuganti says:

    Caramba, Marcelo! Estou encantada com seus textos! Estou aprendendo muito, revendo minha ações e controlando as minhas emoções diante dos meus filhos. Tenho uma filha de 2 anos e 2 meses e um bebê de 2 meses. Ainda estou aprendendo a ser mãe de dois e não é fácil, a rotina é pesada, mas Beatriz está levando a chegada do irmão numa boa, essa era a maior preocupação. Mas como qualquer criança ela tem seus momentos de explosão e eu, cansada, às vezes mal sei como agir. Seu site está ajudando a mim e ao meu marido a pensar e encontrar um bom caminho na educação dos nossos filhos. Gratidão! Um beijo ps: não consegui comentar diretamente no site!

    Em 21 de agosto de 2013 16:18, filhas e filhos

    Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Nitiananda! Obrigado pelo seu comentário. Fico muito feliz quando alguém diz que os textos estão ajudando de alguma forma. Que legal que você está compartilhando os textos com seu marido. Essa cumplicidade do casal ajuda muito! Pode comentar da forma como fez que eu aprovo e aparece lá no site. (eu preciso aprovar, porque por incrível que pareça, existe muito spam nos comentários dos blogs)

      Responder
    • Marcelo Michelsohn
      Marcelo Michelsohn says:

      Oi Rachel! As vezes quando eles estão com a mamãe e ela coloca um limite, eles pedem pelo papai. É normal. No nosso caso, eu coloco mais limite e aí a reação é pedir pela mamãe. Antigamente eu dizia: “vai com a mamãe”, lavava minhas mãos e ia ler email ou dormir. Hoje entendo que meu papel é segurar o limite e ajuda-los a extravasar. Abração!

      Responder

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