Laughter_by_David_Shankbone

Brincar de Cócegas Não é Tão Bom Para as Crianças

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(Eu também fiquei surpreso quando ouvi isso dá primeira vez. Justo uma brincadeira que eu sei fazer bem e que os meus filhos gostam! Mas depois de escutar a explicação, fez todo sentido pra mim e espero que faça pra você. Deixe seus comentários sobre suas reflexões ou práticas após ler esse texto que explica por que não é adequado fazer cócegas nas crianças e como substituir as cócegas por brincadeiras muito melhores. Esse artigo foi escrito por Patty Wipfler, fundadora do Hand in Hand Parenting e pode ser lido no original em inglês no site www.handinhandparening.org)

Fazer cócegas em crianças é um daqueles tipos de brincadeira que vai passando de geração em geração pelas famílias. Raramente questionamos se fazer cócegas é bom ou não. Apesar das melhores intenções, essa brincadeira pode prejudicar as crianças e por isso precisa ser analisada com mais profundidade.

De maneira geral, as cócegas colocam as pessoas em contato e também conseguem gerar muitas risadas. Portanto, na superfície, parece que é um tipo de brincadeira que as crianças gostam e portanto deve ser bom para elas. Além do mais, algumas crianças pedem para que os pais brinquem disso. Geralmente adoramos quando nossos filhos nos pedem para fazer cócegas – é ótimo ter uma forma instantânea para rir e brincar juntos.

Porém, nos meus muitos anos escutando adultos falarem sobre os desafios emocionais de suas infâncias, volta e meia a questão das cócegas aparece como tendo sino uma experiência doída. Escutei muitos adultos que não conseguem relaxar quando outras pessoas estão próximas. Alguns não conseguem dormir perto do seu companheiro ou da sua companheira. Outros ficam “em guarda” quando alguém que amam os toca de forma não casual.

Quando pergunto o porque desses medos ou desses incômodos, suas memórias vão direto para momentos em que receberam cócegas e não conseguiram fazer o adulto parar.

Os Fundamentos da Brincadeira Saudável

Não acredito que a maioria das cócegas sejam feitas de forma abusivas, mas acredito que podemos substituir as cócegas por opções mais saudáveis. As regras abaixo sempre estão presentes em brincadeiras saudáveis. Esses princípios garantem que haja diversão e fazem com que a brincadeira seja uma atividade que desenvolve a inteligência.

  • Todas as crianças devem ser respeitadas
  •  Todas as crianças possam se sair bem
  •  Toda contribuição da criança deve ser reconhecida
  • Toda criança pode dizer o que pensa e quer. Talvez não seja possível realizar suas ideias e que alguns limites devam ser colocadas, porém seus pensamentos são recebidos como uma contribuição valiosa.
  • Nenhuma criança deve ser coagida a ficar em um papel indefeso ou subserviente no decorrer da brincadeira
  • Um adulto deve estar presente, ou próximo para garantir que a brincadeira seja segura e inclusiva
  • Para promover a risada, os adultos devem se colocar no papel de menos poder, deixando o papel do “esperto, forte, inteligente e bem informado” para as crianças.

Quais os Problemas das Cócegas

A grande questão que faz com que as cócegas sejam problemáticas é que as crianças podem não conseguir falar quando querem que elas parem.

A risada é uma resposta automática que temos ao sermos tocados por quem nos faz cócegas – não é uma resposta que a criança pode escolher não ter. Isso faz com que a pessoa fazendo as cócegas esteja no controle e decida quanto e por quanto tempo a criança vai rir. Muitos de nós nos lembramos de momentos desagradáveis ou até assustadores nos quais queríamos que as cócegas parassem, porém estávamos rindo tanto que não conseguíamos falar ou pior, falávamos “Pare!” ou tentávamos escapar, mas as cócegas continuavam.

Nós, adultos, não lemos os pensamentos das crianças, mas geralmente imaginamos que conseguimos faze-lo. Por isso, geralmente acreditamos saber quanto de cócegas a criança quer e quando devemos parar. Mas, é possível encurralarmos nossos filhos, sem nos darmos conta.

Queremos Brincar e Estar Próximos

Pais e filhos querem ficar juntos quanto há momentos de muita risada e contato nas brincadeiras. É tão bom brincar e é tão bom ficarmos próximos. Nós, pais, ficamos viciados em fazer cócegas pois é uma forma fácil para conseguirmos as risadas e a proximidade. Adoramos saber que nossas crianças estão felizes e nos amam, e as cócegas viram o atalho para termos essa sensação.

Podemos ajudar na construção da confiança de nossos filhos se, ao invés de forçarmos a risada através das cócegas, nos abaixarmos ao nível deles e os convidarmos a fazer brincadeiras conosco que tenham bastante contato físico. Se descobrirmos formas de darmos o poder a elas, nossas crianças vão rir bastante. Jogos como “I tenho 100 abraços para você!” ou “Onde está fulano? Eu sei que ele está aqui em algum lugar.” ou “Oh não, eu não consigo tirar esse cavaleiro que está montado em mim!” permitem que as crianças dêem risadas enquanto falhamos repetidas vezes ao tentar pegá-las, encontrá-las ou tirá-las de nossas costas.

Isso exige mais criatividade do que fazer cócegas, mas possibilitam que rolemos no chão, esfreguemos nossa cabeça em suas barrigas por um segundo e consigamos dar um abraço antes que escapem novamente. Nós mostramos nosso carinho, sem prendê-los e sem criar armadilhas. Além disso, damos a eles a chance de serem criativos ao inventarem centenas de maneiras de nos superar.

Mas Meu Filho Pede Para Eu Fazer Cócegas

Quando as cócegas são a principal opção de proximidade e brincadeira em uma família, as crianças vão pedir mesmo. A necessidade que as crianças tem de proximidade e de sentir o seu prazer e felicidade irradiando para elas é mais forte do que o medo de se sentirem presos pelas cócegas. Portanto, eles pedem mais. Quando a mãe de uma criança de 4 anos que eu conheço começou a brincar com ela sem fazer cócegas, ela disse: “Eu não gostava muito quando você me fazia cócegas, mas era o único jeito de fazer você brincar comigo!”

Uma forma de fazer a transição entre as cócegas e outras brincadeiras de contato que permite a criança estar no controle é fingir que você vai fazer cócegas. Mexa seus dedos em direção a barriga ou as costelas da criança e fale as mesmas palavras ou os mesmos sons que você costuma fazer quando faz cócegas, mas deixe seus dedos a dois centímetros do corpo da criança, enquanto ela dá risada, sem que você a prenda. Se seu filho tenta te dar o troco e fazer cócegas, você pode se contorcer e tentar fugir – nessa hora, ele estará te colocando no papel de vítima que o permite extravasar qualquer tensão que ele sinta a respeito das cócegas. Não é justo, mas ele pode fazer cócegas de verdade e você não!

Outras Formas de Brincadeira Com Contato Físico São Ótimas Se Você Deixa a Iniciativa com Seu Filho

Nossos filhos precisam sentir nosso afeto e as vezes precisamos mostrar nosso afeto através da brincadeira de forma persistente. É uma das formas para comunicarmos que amamos muito eles. Fazer barulhos estranho com nossa boca em suas barrigas, enfiar nosso rosto em baixo dos seus braços, cutucar os dedinhos dos pés deles são todos movimentos que podem criar uma reação de cócegas. Esse tipo de brincadeira não tem problemas desde que você dê um “respiro” a cada movimento.

Dê um beijinho no dedão do pé da sua filha e depois solte para ver a reação que ela tem. Se ela se levantar e correr, você pode segui-la cambaleando de quatro, tentando pega-la e demorando até conseguir dar um próximo beijo no dedão, enquanto as risadas correm soltas. Ou você pode encostar sua cara na barriga dela e depois se levantar e olhar para ela esperando o que fazer. Se ela rir e ficar parada, esperando, você pode fazer o mesmo movimento novamente. As crianças adoram quando nos aproximamos para brincar. Só precisamos continuar dando a chance para eles guiarem a brincadeira, evitando dominar a mesma, sem querer.

Estar atento a como brincamos com nossos filhos, não significa que precisamos ser extremamente cautelosos. Significa ter alguns princípios que ajudam a equilibrar o poder entre nós e nossos filhos enquanto a brincadeira acontece. Na medida em que vamos deixando de usar as cócegas, podemos introduzir brincadeiras que nossos filhos vão inventar, brincadeiras que vão fazer com que sintam cada vez mais que os amamos e que os apoiamos.

 

Copyright ©: Escrito por Patty Wipfler e publicado originalmente no site Hand in Hand Parenting e traduzido por Marcelo Michelsohn com autorização.

 

23 respostas
  1. Rodrigo alcantara
    Rodrigo alcantara says:

    Tenho vergonha da geração que está surgindo para substituir a minha.
    São textos como este que fazem as pessoas virarem adultos sem gana, sem força para lidar com problemas.
    Toda violência abusiva é violência, mas cócegas de um pai para um filho…vá escrever sobre essa geração de idiotas mimados que estão sendo criados.
    Não vi quem escreveu e nem quem publicou, mas imagino o filho que uma pessoa dessas está criando.

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    • Lorena dos Santos Duarte
      Lorena dos Santos Duarte says:

      Amigo, isso é um problema real, quem tem essa sensibilidade sabe como é angustiante e assustador. Amo minha irmã, jamais agrediria ela como faço quando estou sendo exposta a esse tipo de sensação. Não existe “brincadeira” quando isso se transforma em tortura para as pessoas. Se fosse para definir o sentimento seria ” angustiante” no meu caso nem forças pra mandar parar eu consigo por isso agrido, empurrando ou mordendo, sempre acabo machucado. Isso não é pq fulano não gosta, é pq fulano não suporta.

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  2. Carlos Beltrame de Oliveira
    Carlos Beltrame de Oliveira says:

    Tenho uma cunhada que mora vizinha de minha casa e vem muito aqui quando minha neta está com a gente, ela tem o hábito de agarrar a criança no colo e fazer cócegas pelo corpinho dela com muito exagero, por muito tempo, a pequena ri muito, às gargalhadas, se a adulta para ela pede mais, fico horrorizado com o que vejo, mas como ela é uma pessoa com quem não se pode tratar, conversar, não falo nada para evitar atrito em família. Estou redondamente errado de ficar quieto mas depois de ler esse artigo não vou permitir mais. Concordo plenamente com o artigo.

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  3. Daniel Cortez
    Daniel Cortez says:

    Olá, não me lembro muito bem se faziam muitas cócegas, mas quando faziam, eu levava numa boa. O problema é que hoje tenho muitos problemas em ser tocado, principalmente na região da barriga, cintura e pescoço, e me incomoda muito quando estou na intimidade por exemplo :/.

    Responder
  4. Luciana Matos
    Luciana Matos says:

    Eu acho que cócega é uma brincadeira horrível, jamais brinco Assim com meus filhos, pois quando eu era criança, meu pai e meus irmãos mais velhos faziam muitas cócegas em mim e eu ficava em pânico, sem conseguir falar.

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  5. Claudia Polhmann
    Claudia Polhmann says:

    Olá, gostei do texto e concordo que tudo em exagero é ruim. Porém não acredito ️Q seja algo a ser banido, minha mãe brincava, meus irmãos, mas nada c exageros, e sempre tivemos o hábito de brincar muito, esconde/esconde, pega/pega, amarelinha, stop, brincadeiras de criança, hábito ️Q passei p Minhas filhas, mas brincávamos muito, boneca, escolinha, massinha, montar quebra-cabeça, , stop, lia histórias, assistíamos filmes, desenhos. Até hj brincamos de stop, assistimos filmes, às vezes de fazer cócegas, mas tudo muito natural, minhas filhas já são adultas, 20,18 e 17 anos, são felizes, bem resolvidas, cada qual na sua idade. Sempre conversamos e semore elas tiveram e tem liberdade de expressar seus sentimentos e de falarem do que gostam. Qdo pequenas e até hj se n gostavam de algo sempre falaram, conversávamos e não fazíamos ou brincávamos mais. Acredito ️Q tudo é uma questão de diálogo, compreensão e muito respeito!

    Responder
  6. Deborah
    Deborah says:

    Oi!

    Concordo com o texto apenas quando ele fala a respeito do exagero das cócegas. Tudo com exagero é ruim.

    Eu vi o anuncio do texto na linha do tempo de uma uma amiga mas não li ele e não encontrei mais. Fiquei dias imaginando o porque de não ser uma brincadeira boa fazer cócegas, supondo até uma relação com sexualidade precoce ou seiláoque…..

    Claro que fazer cócegas em excesso pode causar traumas, assim como fazer caretas horrendas em excesso, ou brincar de morto até a criança chorar de susto, etc… Tudo é uma questão de bom senso, a cócegas aí não é a vilã, o vilão mesmo é o EXCESSO.

    Responder
  7. Deborah
    Deborah says:

    Oi!

    Concordo com o texto apenas quando ele fala a respeito do exagero das cócegas. Tudo com exagero é ruim.

    Eu vi o anuncio do texto na linha do tempo de uma uma amiga mas não li ele e não encontrei mais. Fiquei dias imaginando o porque de não ser uma brincadeira boa fazer cócegas, supondo até uma relação com sexualidade precoce ou seiláoque…..

    Claro que fazer cócegas em excesso pode causar traumas, assim como fazer caretas horrendas em excesso, ou brincar de morto até a criança chorar de susto, etc… Tudo é uma questão de bom senso, a cócegas aí não é a vilã, o vilão mesmo é o EXECESSO.

    Responder
  8. miro
    miro says:

    Eu tinha medo de cócegas qdo era pequeno, uma empregada da minha tia uma vez q só tava eu e ela na casa da minha tia, fez cócegas em mim, bastante tempo, sentou em cima da minha perna, aquilo foi uma tortura pra mim, mas depois acabei gostando e hj ñ tenho nenhum trauma vai entender…

    Responder
  9. Adans Lemos Galvão
    Adans Lemos Galvão says:

    Bom, o texto é bom… porém discordo que as cócegas pode influenciar de forma negativa, afinal existe estudos sobre esse assunto que tratam as cócegas como uma forma de estreitar relações. Eu amo cócegas, tanto fazer como receber e vivo normalmente… obviamente eu não saio na rua fazendo em qualquer um, isso é feito apenas com pessoas próximas e locais específicos… se eu já passei por uma situação em que não podia escapar? Sim! Já passei… fizeram tanto em mim que depois que param eu continuei rindo sozinho por mais 15 min… e sinceramente eu gostei e fiquei muito feliz e relaxado…. eu deveria ter uns 25 anos… mas quando criança eu também passei por isso… e não achei ruim.

    Responder
  10. Pai Ogro
    Pai Ogro says:

    Tudo bem, dá para entender o espírito do texto, mas, numa análise hiperabrangente, qualquer coisa pode ser declarada “não tão boa” para criança. Andar de bicicleta? Ser balançada? Comer?

    Responder
  11. Isabel
    Isabel says:

    Puxa, adorei!
    Quando criança, nunca gostei que me fizessem cócegas e sempre fugia de situações assim (quando podia). E agora que sou mãe de um menino de 4 anos, também não faço: sou adepta da intenção – movimentos e sons, mas sem agarrar e prender. Bom, sou normal…rs.

    Responder
  12. giza
    giza says:

    gostei do texto pela reflexão que nos faz ter de nossas atitudes com os pequenos,tenho algumas lembranças de criança e sim acho que cresci com traumas por causa das cócegas, quando alguém me toca sinto uma reação imediata de contração e um sentimento de indesejável quando não espero tal momento, e agora vejo nas brincadeiras do meu filho com o pai dele de que ele (o pai) quer ser o controlador da brincadeira, quando ela deve acabar, normalmente a brincadeira termina numa rejeição, porque o pai dele não soube quando devia parar. Portanto acredito ter uma veracidade no fato, claro que nenhum lar é igual ao outro, nenhum texto é escrito para agradar ninguém, nossas brincadeiras de criança não havia nenhuma orientação então podíamos ser preconceituosos e violentos, hoje há uma parafernália de textos com diversas abordagens sobre como educar as crianças, acho que sendo a principal demonstrar amor e respeito seja a fundamental.

    Responder
  13. batone
    batone says:

    Excelente proposta de reflexao! Venho percebendo a predileçao pelas brincadeiras com a mamae, que sao mais suaves, em contraste com as minhas (do papai) que aparentemente mais divertidas, podem estar causando algumas dessas situaçoes descritas. Vou rever tudo isso a partir de hoje. Obrigado!

    Responder
  14. carolina
    carolina says:

    Achei o texto falho.

    A questão não são as cócegas e sim o ato de coagir uma criança.

    Um olhar atento de quem convive com uma criança é capaz de perceber os limites e ter uma brincadeira de cócegas sem forçar uma situação. Muita gente age como se fazer cócegas fosse uma competição, quase uma luta covarde, de fato isso é ruim… mas uma cocega rapidinha não é a mesma coisa.

    Essa situação de coagir, humilhar, diminuir uma criança pode acontecer em diversas brincadeiras mal pensadas, sem respeito sem que haja qualquer controle físico sobre a criança.

    Então acho que esse texto perde o ponto importante da discussão focando pra um ato que pode cir a ser quim, como pode ser legal tbm. A questão não é a cocega, e sim a falta de tato, respeito e bom senso com as crianças.

    Responder
  15. Roberta
    Roberta says:

    Benjamin tem a mesma reação, às vezes, que eu quando meus irmãos mais velhos fingiam que iam me fazer cócegas, o corpo se contrai e pede para parar antes mesmo que comece. Eu nunca gostei de cócegas. Mas por algum motivo faço nele, e ele faz em mim tmb.
    Mas o que percebi recentemente foi que muitas vezes ele dizia não, ou pedia para parar entre os risos (fosse das cócegas, ou das brincadeiras em que nós o pegávamos) e eu ou o pai não parávamos (justamente pq ele ria). E como eu fico muito irritada quando digo para ele parar de fazer algo e ele continua, comecei a me atentar a isso e a parar, e também a falar para o pai dele parar.

    Vou pensar mais sobre isso..

    Responder
  16. Adriana
    Adriana says:

    Achei o texto, no início, um pouco exagerado. Pelo título, fiquei imaginando que poderia estar fazendo algo perverso com meus filhos… No entanto, pelo que entendi, as cócegas só se tornam uma brincadeira não tão saudável quando são exageradas, quando limitam os movimentos das crianças e quando os adultos não respeitam suas vontades e seus sentimentos. Eu, por exemplo, nunca brinco assim! Faço cócegas com pausas, sem prender seus braços ou pernas, conversando, beijando, abraçando… Não vejo nenhum mal nisso!

    Responder
  17. Ana Paula
    Ana Paula says:

    Quão esclarecedor foi este texto para mim. Nunca brinquei de cócegas com meus filhos e nem permiti que outras pessoas o fizessem justamente pela péssima experiência que tive. Mas, até antes de ler o texto, eu achava que era algo puramente pessoal, que todos os outros gostavam da tal brincadeira.
    Eu me sentia acuada. O adulto era mais forte e me prendia, não havia possibilidade de me soltar. Era horrível e cheio de gargalhadas. Parecia contraditório mesmo para mim. E foram muitas as vezes que fiz xixi na roupa e precisava estar com mais esta humilhação. Foram esses os motivos que nunca me deram vontade de brincar da mesma maneira com meus filhos. O texto é muito esclarecedor.
    Abraços.

    Responder

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