Não Basta Ser Pai, Temos que nos Conectar!

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(Esse texto foi escrito por Patty Wipfler, fundadora do Hand in Hand Parenting. Você pode ler o texto original clicando aqui. Sei que atualmente as mulheres trabalham tanto quanto os homens, suportando uma enorme pressão, e é claro que tudo o que está escrito nesse texto vale para elas, minhas principais leitoras. Ainda assim, volta e meia recebo emails e comentários de homens que, tal como eu, buscam uma conexão maior com os seus filhos e querem ter um papel ativo na sua educação. É maravilhoso tê-los aqui neste espaço! Há muito o que dialogar. Sinto que os homens acreditam ter como função principal zelar pela segurança financeira da família, mesmo quando isso não se traduz na realidade, pois cada vez mais mulheres tem essa responsabilidade. Mas, de qualquer forma, essa crença pode gerar um afastamento dos filhos. Portanto, ofereço esse texto como uma ponte para que mais homens entrem nessa conversa e se transformem, transformando assim a relação com os seus filhos.)

As crianças adoram seus papais! Seu filho adora ouvir sua voz, vê-lo entrar pela porta, sentar ao seu lado à mesa e brincar com você pelo máximo de tempo possível. Um pai me contou que seu filho de quinze meses escalou sua cama às seis da manhã, olhou nos seus olhos e gentilmente enfiou o dedinho em suas narinas! Seus filhos querem contato com você, por inteiro.

Vivemos em uma sociedade na qual a falta de redes de apoio para famílias se traduz em um sentimento de “vida ou morte” com relação ao tema “trabalho”, especialmente para os homens. Quando trabalhamos preocupados, inevitavelmente ficamos exauridos. Trabalhar muitas horas, preocupado, cheio de expectativas, em ambientes de trabalho incertos e com a ameaça da pobreza batendo a porta, fica difícil aproveitar as crianças, ao mesmo tempo em que fica difícil para os pais pensar de forma independente sobre eles mesmos enquanto pais e homens. O que eu quero para minha vida? Como eu realmente gostaria de viver? O que é importante para mim?

Escutar outros homens falando sobre a criação dos filhos e sobre o que é importante para eles, é um primeiro passo para tirar um pouco desse peso e desse senso de obrigação. Ter a chance de falar sobre como realmente querem se relacionar com seus filhos e com sua companheira pode ajudar a animá-los. E ver como outros pais se esforçam com coragem para dar o melhor de si e para cuidar das famílias pode ajudá-lo a pegar leve consigo mesmo.

É importante esclarecer que o pai é uma figura primária na relação com os filhos. Os filhos querem, precisam e amam seus pais. Algumas crianças crescem longe dos pais e dá tudo certo, mas independentemente do seu esquema familiar, é importante saber que seus filhos te querem por perto.

Pode parecer que as crianças favorecem as mães e que quando as coisas não estão indo bem é a mãe que tem que acolher, dar um beijo no machucado ou escutar o que aconteceu de ruim no dia. Porém, isso geralmente é apenas o resultado de circunstâncias culturais: geralmente a mãe está mais por perto pois, em nossa cultura, o pai passa mais tempo no trabalho.

Nas famílias onde o pai fica em casa, as crianças gravitam em torno dele nos momentos difíceis e é mãe que trabalha fora, que tem que se esforçar para não ficar na periferia emocional da família. Você não precisa ficar na periferia emocional da vida dos seus filhos. Você pode fazer coisas simples que ajudarão a manter uma proximidade com seus filhos, desde que você conheça alguns segredos.

Seus filhos adoram brincar, especialmente brincadeiras físicas

Seus filhos vão adorar todas as vezes que você for para o chão com eles e fazer uma guerra de travesseiros, ser o cavalinho deles, brincar de esconde-esconde ou até mesmo rolar no chão. Se você se lembrar de sempre perder (não de maneira muito fácil, pois as crianças gostam de um desafio) e se você tiver cuidado para não dominá-los com sua força durante a brincadeira, eles vão rir e procurar todas as formas de te “pegar”. Quanto mais eles rirem, mais sentirão proximidade com você. Alegria e conexão são construídas em momentos de brincadeira como esses. (Baixe o ebook gratuito sobre como brincar com seus filhos)

Seus filhos querem que você escute seus sentimentos, não que você os corrija

Quando seus filhos tiverem brincado bastante, eles se sentirão seguros o suficiente para trazer as emoções a tona. Isso é uma oportunidade fantástica. Eles vão começar um choro por causa das menores coisas: porque você disse que a brincadeira acabou, ou porque você disse que eles tinham que colocar o cinto de segurança no carro, ou porque eles não gostam do jantar. O que você precisa lembrar para continuar construindo essa conexão com seus filhos é que eles querem que você os escute enquanto choram.

Demonstre seu amor, toque gentilmente, fale pouco, e mantenha o limite que você colocou. A criança vai despejar os sentimentos ruins que a perturbam e notar que você ofereceu seu amor mesmo quando ela estava desesperada, brava ou triste. É esse tipo de escuta que faz com que seus filhos sintam que você está do lado deles para sempre. Esse tipo de escuta transmite carinho no momento mais crucial, quando seus filhos sentem-se frágeis ou vulneráveis. Tudo o que você precisa fazer é ser carinhoso e paciente. Quando o choro ou a birra acabarem você receberá uma linda demonstração de conexão e confiança.

Seus filhos querem que sua vida seja boa

Trabalhar pesado e não ter ninguém com quem conversar sobre o que importa para você vai mantê-lo afastado de seus filhos. Seus filhos precisam de sua presença mais do que das coisas que seu dinheiro pode comprar. Não tem problema nenhum em deixar de comprar coisas, para poder passar mais tempo com sua família. Pode ser que eles chorem e gritem. Se você oferecer seu amor, eles darão a volta por cima e sentirão uma forte conexão com você. Aquele insaciável “eu quero!” cada vez mais se transformará em um “vamos brincar!”.

Coloque os limites que façam sentido, limites que permitam que sua vida seja boa também!

Você é muito importante para sua família, não apenas como provedor e deve sentir-se conectado e amado. Podemos e devemos nos ajudar para possibilitar que os homens tenham mais tempo, mais tranquilidade e mais conexão com outros homens e para que possam relaxar e aproveitar essa experiência fantástica de criar os filhos.

Boa conexão!

 (Se você quer conversar com um outro pai sobre seus desafios ou sobre como criar melhores conexões com os filhos mande uma mensagem para mim, clicando aqui em contato.)

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