Chantagem não resolve

Café com Chantagem: Tirando a Liberdade dos Nossos Filhos

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Hoje vou contar uma cena que observei dias atrás. Não houve nenhum incidente grave. A filha não fez birra, não houve castigo ou palmadas. Mas ainda assim a situação chamou a atenção e me deixou desconfortável.

Estava eu em um café, lendo algo no computador, quando entrou uma mãe com uma filha de aproximadamente dois anos. A menina ficou em pé no banco e começou a mexer em algo em cima da mesa. A mãe disse, num tom carinhoso: “Vamos sentar flor, com o pezinho para baixo, que nem a mamãe. Quando você sentar eu pego o que você estava mexendo e coloco aí para você.” Ela pega o objeto com o qual a criança brincava, mas decide dar outra coisa para ela, sem nenhuma explicação.

A mãe faz o pedido, senta-se, põe a criança no colo e abre uma revista. Achei que fosse mostrar alguma figura à menina, mas a mãe estava realmente interessada no conteúdo da revista. A filha diz, com alegria: “É a Minnie!” A mãe a corrige: “É o Mickey”. Filha: “Eu quero o fufu”. Mãe: “Eu vou te dar o fufu, mas antes senta, com o pezinho pra baixo que nem eu falei para você”. Para ter um pouco de sossego a mãe dá o  celular (chamado de fufu) para a menina, que fica hipnotizada vendo vídeos e jogando joguinhos, mesmo ao ser carregada para ir embora minutos depois.

Chantagem: “se você fizer o que quero, te darei algo em troca”

Por duas vezes a mãe usa chantagem com a criança: quando promete pegar o potinho em cima da mesa se ela sentar e quando promete dar o celular se a menina sentar “direito”. Ao chantagearmos estamos, indireta e sutilmente, dizendo à criança: “Você só vai ter o que quer se agradar alguém” ou “Só vale a pena fazer a coisa ‘certa’ quando há alguma recompensa.”.

Essas duas mensagens podem ter consequências com as quais essa criança vai ter que lidar para o resto da vida. A necessidade de agradar pode permanecer e mesmo na fase adulta terá dificuldades de tomar as próprias decisões e perseguir seus desejos, tal como seguir uma profissão pela qual seja realmente apaixonado, pois tentará agradar ao pai, à mãe, ao professor ou ao chefe. Por outro lado, pode ser que insista em sempre levar vantagem, sem valorizar o cuidado com o outro, pois aprendeu e repete o método do “toma lá, da cá”.

É claro que a forma de ser dessa menina e de qualquer outra pessoa é algo muito complexo e não depende só do acontecido nessa tarde durante o café. A questão é que esse tipo de situação geralmente é repetida dezenas de vezes por dia, quase todos os dias durante toda a infância de muitas crianças, o que pode gerar tais consequências.

Que tal parar e pensar em como fomos educados e em como educamos nossos filhos? Eu, por exemplo, ainda sinto que tomo muitas decisões importantes da minha vida tentando agradar outras pessoas. E olha que sou aparentemente bem resolvido, bem sucedido, bem adaptado socialmente. Mas será que pais e educadores devem mesmo criar crianças para que elas sejam “bem adaptadas”?

Estou assistindo vídeo-aulas do curso “Poder e Potência na Estilização da Existência” do filósofo Luiz Fuganti. O curso é baseado no pensamento do filósofo Spinoza e começa questionando se realmente somos livres para determinar nossas vidas. Algumas pessoas acreditam em um destino já traçado, enquanto a maioria acredita que somos livres, mas que as escolhas estão restritas ao bem ou mal, ao que é certo ou errado de acordo com certos princípios morais. Fuganti afirma que esse tipo de liberdade é falsa, pois na verdade optamos dentro de um jogo pré-determinado. Spinoza diz que somos realmente livres quando criamos nossa existência, a partir de uma ética.

Mas o que isso tem a ver com a interação entre mãe e filha no café? Mesmo que não intencionalmente, a menina estava sendo ensinada a como não ser livre, não pensar e não criar sua própria realidade. As opções dadas são obedecer ou desobedecer as normas, fazer o que é certo ou fazer o que é errado, é ser “boazinha” ou má.

O blog da Conexão Pais e Filhos não é uma cartilha de como criar pessoas comportadas. Mas também não é sobre criar pessoas revoltadas, que ficam reclamando e “lutando contra a sociedade”.

Minha busca é, a partir de um trabalho comigo mesmo, criar formas de me conectar com meus filhos a fim de, nesses encontros, aumentar a potência de vida deles e minha. E sei que não é adestrando com chantagens, ou controlando com um jogo ou filme de celular que isso acontecerá. Mas também não é sendo permissivo e deixando a criança fazer o que quer, impulsionada por desejos artificiais nutridos por uma mídia centrada no aumento de consumo ou por necessidades criadas por uma educação autoritária.

Minha resposta é: conexão real, encontro verdadeiro, no presente, dizendo um grande “sim” para tudo o que acontece: risos, choros, alegrias, tristezas, brincadeiras e limites. Como eu sei quando  estou fazendo isso?  Eu simplesmente sei, simplesmente sinto. Sinto o olhar, a risada, o andar, o pular, o choro e o abraço dos meus filhos.

17 respostas
  1. Mônica Gusmão
    Mônica Gusmão says:

    Oi, Marcelo! Sempre leio seus textos e espero ansiosamente por eles no meu email! Obrigada por compartilhar conosco seus sentimentos/pensamentos tão…conectados!
    Também me vejo nesta situação da “chantagem”…muitas vezes, considero que estou apenas pontuando pra minha filha de 4 anos alguns limites, como por exemplo: muitas vezes, na hora de escova o dente ou comer, ela começa a “caçar” mil coisas para fazer..”vou só ali ver este machucado no espelho”, ou “espera, que eu vou …qualquer coisa”. Eu entendo que seja uma forma de sair da situação, pois se concentrar na tarefa e ficar quieta ainda é muito difícil. Mas também entendendo que devo estimular estes momentos de tarefas concentradas, como sentar e comer, escovar o dente no banheiro e não pulando por aí. Então, nestas situações, algumas vezes eu falo: “Sophia, quando você vier escovar o dente aqui no banheiro com a mamãe, eu vou te contar uma história do ursinho que …alguma coisa”. Ou, quando já não estou com muita paciência…”Sophia, a hora de escovar o dente é agora (depois das refeições). Quando eu sair do banheiro, não vou voltar. Melhor vc vir e limparmos os seus dentes”.
    Enfim, de fato eu falo estas questões do tipo ação e reação…algumas vezes, penso que são chantagens disfarçadas; outras, não considero chantagem, mas consequências…O que vc acha? Abçs.

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  2. Renata Mércuri
    Renata Mércuri says:

    É verdade Marcelo. Percebo pelo andar dos meus filhos quando estão felizes. Os dois têm um jeitinho de andar meio saltitante, que me enchem de alegria. “Eu simplesmente sei, simplesmente sinto”.

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  3. Flavia Sbragia
    Flavia Sbragia says:

    Marcelo,
    eu novamente, quando digo cadeirão é nos restaurantes onde não há adaptadores de acento para as crianças ficarem na altura da mesa, aqui em casa já aboli e ele come em uma mesinha com cadeirinha na altura dele. ele só vai para o cadeirão se quiser. Quanto ao uso do celular, estou vamos dizer assim, aprendendo a evitar, estou conseguindo aos poucos. Desculpe a invasão mas como é a questão de ver filmes e/ ou desenhos com as suas crianças? elas assistem?
    Obrigada por compartilhar as suas experiências e ter paciência com esses pais (como eu) que ainda estão querendo aprender a nadar nesse novo mar!!

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  4. Natalie Catuogno Consani
    Natalie Catuogno Consani says:

    Só pra esclarecer uma coisa que achei que ficou meio nebulosa: o suco de uva ou a massa “diferente” no restaurante não são usadas como recompensa não. A gente nem chega a condicionar o acesso a isso, nem usamos para atraí-lo ao restaurante (“se você for, vai tomar”). Não mencionamos essas coisas, nem tentamos convencê-lo a ir por causa disso ou daquilo. Dei esse exemplo só pra mostrar que a gente tentou, por observação, identificar o que, para o Enzo, fazia da experiência de ir a um restaurante, algo bacana e singular que valia repetir. E aí começamos a tentar oferecer essas coisas a ele quando íamos, para que a experiência de ir fosse boa pra ele também e não só pra gente, respeitando, claro, limites dele.

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  5. Natalie Catuogno Consani
    Natalie Catuogno Consani says:

    Marcelo, adoro vir ler seus textos, sempre muito afins com o momento que estou vivendo como mãe, com questionamentos que comecei a fazer assim que meu filho nasceu e que não pararam mais [ok, sempre fui a chata da pergunta, sou jornalista e brincava de fazer enquetes com a vizinhança desde que me lembro, mas digamos que piorou muito depois da maternidade :)]. No primeiro vídeo que eu vi da Ana Thomaz, há um bom tempo já, ela dizia que decidiu educar as filhas sem o poder, portanto sem ameaças, sem recompensas, sem convencimento intelectual adulto x criança.

    Essa questão do poder, da chantagem (ameaça ou recompensa), me transformou (novamente) numa nova mãe. Acho que pais e mães nunca param de nascer, né? Cada nova reflexão é um novo parto daquele pai, daquela mãe, que (re) nascem modificados. Nunca fui do tipo que ameaçava, muito menos do que recompensava (achava coisa de rato de laboratório, de adestramento), mas eu era (e ainda sou, mas bem menos) do tipo da malandragem intelectual. Tive de rever muita coisa da minha relação com meu filho e ficar muito mais disponível. Muitos conflitos que a gente acha que são provenientes da “educação” que estamos dando aos filhos, são só falta de disponibilidade dos pais, como nesse seu exemplo. A criança estar em pé pra pegar um enfeite da mesa não é uma coisa ruim que precisa ser contida, mas pode impedir a mãe de ler a revista com calma… Ninguém vai deixar a criança subir na mesa, claro, mas pegar o enfeite sozinha poderia ser permitido. Certeza que ela sentaria sozinha depois de alcançar o que queria, sem necessidade de a mãe intervir.

    Me identifiquei muito também com a questão do celular. Eu era do tipo que dava o celular. Nunca gostei, nunca dei feliz da vida, mas quando queria sentar pra tomar um café com meus pais, ou almoçar com calma num restaurante, ou tomar uma cerveja com o marido num sábado à tarde e o filho não concordava muito com esses planos, dá-lhe tecnologia. Aquilo me incomodava tanto que, quando vi que estava virando a regra, resolvi que era hora de parar. Olhei bem para gente, pra nossa relação (minha e do filho) e descobri como fazer para ter um tempo de qualidade nesses locais sem recorrer a esse tipo de “cala a boca”: giz de cera, papel e inclusão. Transformei o que era um passeio meu e de mais outro adulto num evento meu, do Enzo e de outro adulto. Coisas simples, sabe? Se vamos a um café, sempre levo o chá que Enzo adora e digo pra ele que vamos no café tomar um chá juntos. Ele ama. Me pede pra ir! Restaurantes a mesma coisa. É o local onde ele toma suco de uva (integral, sem açúcar, mas coisa que raramente toma em casa, onde a gente prefere dar só o naturalzão mesmo), onde brinca com o giz de uma forma diferente, onde almoça uma massa de que gosta, mas que geralmente não tem em casa etc. Criamos rituais a partir do desejo, da experiência e de coisas que são familiares para ele e vivemos esses rituais nesses passeios mais adultos que fazemos. Claro que não dá pra ficar três horas batendo papo, né? E claro que dou uma liberdade maior a ele do que outros pais costumam dar. Se ele não estiver atrapalhando o almoço de ninguém, por exemplo, não vejo problemas em deixá-lo passear pelo restaurante ou dar uma chegadinha na porta do restaurante pra ver a rua. Costumamos ir aos mesmos lugares, onde todo mundo conhece ele e ele se sente à vontade, o que facilita também. E evitamos lugares cheios e/ou apertados, que deixam ele muito transtornado. Com isso, ganhamos aí umas duas horinhas pra comer sem muito senta-levanta (embora eu ainda precise, de vez em quando, largar a refeição no meio e ir dar uma volta com ele antes de continuar comendo). Mas, retomando o assunto “celular”, com essas mudanças relativamente simples, não preciso mais da tecnologia.

    Nem fora de casa nem dentro. Faz uma semana que não vemos TV, e continuo trabalhando o mesmo tanto que antes (eu trabalho em casa, sem babá).

    Ufa, escrevi demais, Marcelo. Obrigada por compartilhar suas reflexões e permitir que a gente reflita também, seja lendo você seja escrevendo à beça como fiz agora.

    Abraços

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  6. Flavia Sbragia
    Flavia Sbragia says:

    Me vi um pouco nessa mãe. Mas acho que não fico preocupada com a parte social do sentar e ficar quietinho. Minha preocupação quando ele fica de pé na cadeira, principalmente aquelas infantis que são altas, é dele cair, virar a cadeira e se machucar feio! Normalmente peço por favor pra ele sentar direito explicando que daquele jeito ele poderá se machucar, se ele não senta eu falo que vou tirar ele de la e tiro, tentando que ele não se machuque. Não costumo dizer que se ele se sentar eu darei tal coisa. O celular ele até tem vezes que pede e dou, mas ates disso tento entrete-lo com outras coisas. Deixo ele brincar sem oferecer. Quando ele pega o aparelho ou assiste os desenhos e músicas que gosta ou nós ficamos brincando juntos. Até que ponto estou errada? Fiquei um pouco confusa como de como devo agir nesses momentos.

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    • conexaopaisefilhos
      conexaopaisefilhos says:

      Oi Flavia, obrigado pelos questionamentos. Em primeiro lugar gostaria de explicar que não é uma questão de certo ou errado. Como estou estudando filosofia agora, a questão é mais “serve a vida ou não serve a vida?” “Aumenta a potência ou diminui a potência?”. E pra saber isso só intuindo no momento. Dito isso, meus comentários seriam: 1) Eu não gosto de cadeirão. Acho que entra naquele grupo de coisas que chamei de ambiente não preparado. Uma cadeira na qual a criança não pode subir nem descer sozinha, não é algo seguro para ela. O que eu faço? Desde pequeno deixei que meus filhos tentassem subir e descer sozinhos do cadeirão. No máximo estendia a mão, para apoia-los. Hoje eles sobem e descem quando querem, sem se machucar. Eles escolhem se querem cadeirão ou não. 2) Eu ofereci muito o iPad para minha primeira filha quando ela tinha 1 ano e ela adorava. Ela começou a querer mais e mais e mais. Entendi que esses objetos são extremamente sedutores, porém, na maioria dos casos, não vejo como uma atividade que aumenta a potência de vida de uma criança. Hoje estava olhando para uma criança de 8 anos com um tablet e fiquei deprimido. O menino estava todo torto na cadeira, com um olhar super passivo, embasbacado, mas não participando ativamente do que estava acontecendo. Os pais nem aí para o que o garoto via na tela. Enfim, acho que smartphone, tablet, laptop são instrumentos para crianças bem mais velhas e adultos. Eu, particularmente não empresto meu celular para os meus filhos, nem quando eles pedem. Não tenho joguinhos nem filhinhos no celular. No máximo, quando eu tiro uma foto ou filmo algo com o celular, deixo que eles vejam. Te confesso que essa decisão não prejudicou em nada meus filhos ou minha relação com eles. Espero ter esclarecido, mas como sempre, estou aberto ao diálogo. Pode perguntar mais. Grande abraço!

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    • car insurance
      car insurance says:

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  7. Raquel
    Raquel says:

    Eu me pego às vezes nesse tipo de chantagem, tirando a parte do celular q não acho muito legal largar a criança lá com o celular pra vc ter paz. O celular neste contexto funciona como um botão de desliga não? Sei lá, quer mostrar alguma coisa pra criança? blz, mas vc assistindo junto, agora ser um cala-boca já não acho legal. Mas a outra situação do potinho… ‘eu te dou depois q vc sentar direito’, sei q é chantagem… mas tem horas q fico pensando e não consigo achar um outro jeito. O que vc sugere?

    Responder
    • conexaopaisefilhos
      conexaopaisefilhos says:

      Oi Raquel, obrigado pelo seu comentário e por sua pergunta. Nesse caso específico que descrevi eu nem acho que a criança precisava sentar-se. Acho que era mais uma necessidade da mãe de se conformar a certas normas sociais. Infelizmente os ambientes não Sao pensados para as crianças então elas tentam se virar como podem. Se você tiver um exemplo específico que aconteceu contigo, me conta e eu tentO ajudar refletindo junto. Abraços.

      Responder
      • Alexandre Costa
        Alexandre Costa says:

        Então, tenho a mesma dúvida da Raquel, desde que comecei a ler seus textos. No caso descrito, o ambiente não era pensado para crianças, então a mãe tem obrigação de colocar a criança em segurança. Para isso, a criança tem que sentar, porque de pé num banco não dá para deixar uma criança de dois anos. Convencer uma criança de 2 anos a tomar uma decisão racional é praticamente impossível. Por outro lado, já te questionei isso, e acho que ainda não assimilei: a vida não é, naturalmente, um “toma lá, dá cá”?

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        • conexaopaisefilhos
          conexaopaisefilhos says:

          Oi Alexandre. Obrigado pelo comentário. Concordo plenamente que é nosso papel enquanto pais zelar pela segurança de nossos filhos. Nesse caso específico eu não vi muitos riscos. Eu deixaria (e deixo) meu filho de pé tranquilamente. Mas digamos que meu filho tentasse subir na mesa do café, cheia de facas, pratos e meio bamba. Bom, aí eu colocaria meu braço na frente dele, olharia em seus olhos e diria: “Agente não sobe nessa mesa”. Isso não é toma lá da cá. É um limite claro, sem punição. Não estou ensinando ele que não pode subir em mesas, mesmo por que eu subo em mesas de vez em quando, por exemplo para trocar uma lâmpada. Não estou punindo ele por tentar subir na mesa. É simplesmente um limite claro. E aí vou ter que lidar com a resposta dele, que pode ser chorar e insistir ou aceitar e desistir de subir. Abraços, Marcelo.

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      • Raquel
        Raquel says:

        Oi Marcelo,
        Obrigada pela resposta!
        Um exemplo meu é q minha filha é bem dispersa… ela tem 3 anos. Não é que ela não consiga se prender numa atividade por bastante tempo. Mas tem umas horas que ela desliga total. E daí quero que ela almoce, mas ela olha pra fora, olha pro chão, enfim enrola com a comida… Dai eu digo que é hora de comer. Ja me peguei dizendo, depois de varias refeições sendo assim, que quando ela comesse direitinho ela podia ver um desenhinho depois… Mas dai não gostei muito disso, e a gente mudou e parou de oferecer a recompensa… A gente se pegou ficando bravos como ficavam com a gente, como os nossos pais… a gente não gostou. Mas a tentação é grande. Eu quero que ela coma, ofereço algo q ela queira como recompensa. Mas a dureza (talvez seja bom) é q ela é pouca afeita a chantagem e não dá bola de ganhar ou perder isso ou aquilo ( o que deixa a mãe louca! rs). Então isso não funciona (pra nós pais q é só pra gente mesmo q funciona a chantagem rs). Mas queria uma opção. Ela não tem que ter a responsabilidade de dizer que não vai comer, porque ela pode simplesmente estar trocando o almoço por brincar, brincar é bom, mas não dá pra deixar de comer e dormir né… Aqui em casa, a gente ensina que comida se come, não se joga fora. Então faço o q? Já pensei bastante, mas tem dias que o impasse é grande rs

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