telhados brancos

Mestre, os telhados estão brancos!

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Escolhi a pequena passagem abaixo de Alejandro Jodorowsky para inaugurar uma nova fase do Conexão Pais e Filhos. Nessa nova fase ampliamos o significado do nome do blog para incluir, além das relações que temos com nossos filhos, as relações com nossos pais e antepassados, a relação entre o filho e os pais que habitam dentro de cada um de nós,  a relação com noss@s companheir@s, parceir@s, cônjuges e nossa conexão com o universo, essa mãe/pai original.

A partir de agora, vamos explorar todas as conexões que permitem com que nos enxerguemos melhor. Por quê? Pois ao mirarmos os espelhos que nossas relações nos apresentam, poderemos trabalhar as crenças e emoções que nos prendem a um passado que não nos permite viver a vida em plenitude. Ao fazer isso, estaremos melhor posicionados para auto-criarmos nossa vida, com menos condicionamentos externos e internos.

Escolhi o trecho abaixo pois ele traz uma das lições mais importantes para quem quer se transformar: aceitar como somos no aqui e agora. Espero que gostem . Um grande abraço, Marcelo Michelsohn,

“Durante um passeio por uma paisagem cheia de neve um discípulo pergunta ao seu mestre: “Mestre, os telhados estão brancos. Quando é que não estarão mais brancos?” O mestre demora para responder. Se concentra e diz com uma voz áspera: “Quando os telhados estão branco, estão brancos; quando não estão brancos, não estão branco!”

Essa é uma história Zen contada por Alejandro Jodorowsky. Ele a explica com o seguinte comentário, disponível no livro “La Sabiduria de los Cuentos”:

“O importante é nos aceitarmos. Se minha situação atual me produz mal estar, isso é sinal que estou me rechaçando. Então, de forma mais ou menos consciente trato de ser diferente do que sou, ou seja, não sou eu. Se, ao contrário, aceito plenamente o meu estado neste momento, estou em paz. Não fico lamentando por acreditar que deveria ser mais santo, mais bonito, mais puro do que sou aqui e agora. Quando sou branco, sou branco, quando sou escuro, sou escuro e ponto. Isso não impede que eu me trabalhe, que trate de ser um instrumento melhor. A aceitação de si mesmo não limita nossas aspirações, mas as sustenta. Pois só consigo avançar a partir do que realmente sou.” (traduzido livremente do Espanhol por Marcelo Michelsohn – Veja o original neste endereço: http://planosinfin.com/maestro-los-tejados-estan-blancos-cuando-dejaran-de-estarlo-2/)

4 respostas
  1. Lician
    Lician says:

    Owww, que profundo Marcelo!!! Tocou num ponto que é bem difícil em mim ser trabalhada, me aceitar como sou, não ficar me remoendo de culpa tempos depois de ter agido de uma forma que não gostaria. Gratidão!!!
    Um forte abraço nosso daqui do começo do Brasil, Cruzeiro do Sul-Acre!
    Lician, Stenio, Samuel e Lua Clara

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    • conexaopaisefilhos
      conexaopaisefilhos says:

      É um trabalho para todos nós! O bom é que podemos nos trabalhar diariamente. Por exemplo, essa semana fiquei gripado. Minha primeira reação é pensar: “o que eu fiz de errado para ficar gripado?”, a segunda é “preciso melhorar logo!”. Aí então, eu consigo parar, reconhecer essas reações e simplesmente afirmar: “Estou gripado”. A partir dessa afirmação surgem ações e pensamentos muito mais potentes. Abração pra vocês todos!!!

      Responder

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