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Transformação na Conexão

Eu escrevi esse texto para as pessoas que participam no grupo fechado do Conexão Pais e Filhos no facebook, mas achei que pode ser do interesse de tod@s vocês que seguem o blog. Especialmente pois explica uma mudança de foco em meus interesses e meu trabalho. Como venho expondo aqui no blog, tenho direcionado minhas práticas para a transformação da minha relação com a vida, seja através da relação com os filhos, com a esposa, com meus pais, comigo mesmo, com a terra. Enfim, estou cada vez mais interessado e praticar e apoiar pessoas que queiram praticar uma mudança de paradigma. Com certeza o tema da relação entre pais e filhos continua super importante nessa jornada. Gostaria de receber os comentários de vocês! Abração!

 

Querid@s participantes do Conexão Pais e Filhos, chegou a hora de encerrar minha participação enquanto facilitador, focalizador e mobilizador deste grupo. Sim, eu idealizei, fundei e estive a frente deste grupo por mais de um ano, porém é hora de transformação.

Sou imensamente grato a vocês que participaram e apoiaram esse projeto. Agradeço principalmente à coragem daqueles que expuseram suas dúvidas, conflitos e dificuldades. Sem isso, eu não teria me desenvolvido tanto quanto me desenvolvi.

O grupo nasceu com um foco bem definido: a relação entre pais e filhos na primeira infância. E tinha uma forte influência dos ensinamentos do Hand in Hand Parenting. Porém, ao longo do tempo tive experiências que me mostraram a necessidade de trabalhar outras relações na minha vida e a deixar as técnicas e ferramentas que aprendi como acessórios a serem usados apenas quando eu tivesse liberado de crenças e emoções estagnadas.

Entendi que uma pessoa desconectada da vida usando técnicas de conexão em seus filhos, não deixa de ser uma pessoa desconectada e se pararmos aí, nenhuma relação se transforma.

Portanto o foco do trabalho mudou: ao invés de ensinar técnicas, precisamos de conexão com a vida. Sinto que as ferramentas e técnicas são úteis quando as tratamos como pontes para uma nova percepção da realidade e quando deixamos de ser copiadores de técnicas e passamos a ser criadores da nossa própria vida. Nesse meio tempo aprofundei meu relacionamento com a Ana Thomaz e hoje fazemos parte de Amalaya.

Amalaya é um local de encontros para mudança de paradigma que estamos construindo em Piracaia-SP. Além de um espaço físico, é também um processo de experimentação de como conviver e criar no paradigma da potencia. Amalaya surgiu de uma necessidade e não de um ideal, surgiu da convivência constante e profunda e não da ideia de que precisamos viver em comunidade. Amalaya é um caminho de criação e não uma obra a ser criada.

Olhando para minha história e minhas escolhas percebo que sempre estive em busca de experiências e teorias que me ajudassem a entender o que havia de errado na vida que fui programado para ter e como transformar essa vida. Percebo também que muitas vezes assumi o papel de estudar, vivenciar e traduzir essas teorias e experiências para que mais pessoas pudessem ter acesso. O Conexão Pais e Filhos é uma expressão desse meu propósito, mas não é o meu propósito em si mesmo.

Já estou vivendo novas experiências e já estou estudando e traduzindo novas teorias e ferramentas de transformação e é a isso que quero me dedicar agora.

Meu interesse agora é viver o processo de construção de Amalaya da forma mais conectada com a vida, tanto no que diz respeito à construção física do local, quanto à construção das relações. Como fazer isso sem expectativa, sem ressentimento, sem críticas e julgamentos, usando a minha intuição, minha razão, minhas percepções de forma liberada e em consonância com uma vida potente?

Tenho lançado mão de teorias e práticas de diversas ordens que me ajudem a silenciar a mente, me colocar em contato com minha intuição e que me ajudem a ter uma percepção mais clara sobre o que realmente importa na vida.

No grande esquema das coisas, nós (nesse corpo, com essa mente) estamos aqui por muito pouco tempo. Hoje temos conhecimentos, temos experiências de vida, temos tecnologia, temos (muitos de nós) condições que nos permitam viver uma vida mais plena, mais potente. Por que não fazemos? O que nos trava? Por que nem percebemos que estamos vivendo uma sub-vida? O que podemos fazer para transformar? Essas são perguntas que me interessam e que eu venho trabalhando em mim e com as pessoas que me procuram para atendimentos individuais e em grupo, virtuais ou presenciais.

Além disso, desde Julho de 2015, eu, Ana e Regiane temos atendido pessoas que querem um apoio para fazer transformações desse tipo em suas vidas. Fazemos isso em Piracaia para grupos de até 3 pessoas e fazemos vivencias em grupos maiores em São Paulo e outras cidades. Chamamos esse processo de Introdução Intensiva. Quem tiver interesse em saber mais, pode me escrever.

Como tenho percebido na minha própria vida, esse caminho é cheio de sutilezas e, quando menos esperamos, já estamos reproduzindo a forma de viver a qual queremos transmutar. Queremos viver uma vida mais intuitiva, sem planejamento e aí, antes de nos darmos conta, já estamos com um calendário de workshops de intuição agendados para os próximos 6 meses!!! Acredito que com minha experiência, tenho conseguido perceber essas contradições em mim e nas pessoas que me procuram. E por isso, consigo apoiar aqueles que querem voltar ou iniciar seu próprio caminho de criação.

Em termos práticos, tudo isso quer dizer que:

  • Continuarei participando aqui do grupo através do chat, postando textos, convites para vivencias e dialogando com quem me marcar em suas questões
  • não vou mais fazer os encontros virtuais em grupo do Conexão Pais e Filhos
  • vou encerrar minha conta no Doare e automaticamente todas as contribuições serão encerradas.
  • vou retirar do ar os vídeos que expõe os participantes, deixando apenas aqueles em que eu falo mais

Significa também que:

 

  • Já criei um facebook do projeto amalaya: https://www.facebook.com/amalaya.art.br . É só curtir para ficar a par dos eventos
  • Vou criar um site do Amalaya junto com a Ana, a Regiane e o Fabio para divulgarmos nossos textos e nossas vivencias de mudança de paradigma.
  • Vou criar um sistema para quem quiser agendar consultas comigo e com o trio (eu, Ana e Regiane)

 

Quero agradecer novamente o apoio de vocês e estou disponível para aqueles que querem me acompanhar nessa próxima etapa de transformação em nossas vidas.

 

 

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Que alegria! Meu Pai Compartilhou um Artigo Sobre a Importância do Brincar!!!

Meu pai compartilhou comigo um artigo do professor Carlos Neto da Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa, e pediu minha opinião. Tenho tentado cada vez mais dar opiniões de acordo com minhas práticas e não a partir de teorias que li ou ouvi em algum lugar.

O artigo fala, entre outras coisas, sobre a falta de tempo e espaço para as crianças brincarem. O excesso de tempo sentados em sala de aula e a quantidade de lição de casa quando chegam da escola. Fala também da dificuldade dos pais em brincarem livremente com os filhos, sem tantos medos. Leia mais

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Mãe: criadora de universos

“Após oito semanas, o óvulo fecundado se transforma em embrião e depois em feto. Durante esse breve período, a célula inicial dividi-se e multiplica-se oito mil vezes por si mesma a uma velocidade constante. (…) A energia que propulsiona esse crescimento do sistema nervoso durante as primeiras oito semanas de gestação é de uma pujança tal que, se continuasse neste mesmo ritmo, num espaço de nove meses de gestação, o cérebro do bebê teria a dimensão do Planeta Terra. Se poderia dizer que é a mesma força que fez nascer os sóis, as galáxias e o universo inteiro.” (Alejandro Jodorowsky & Marianne Costa – Metagenealogia) Leia mais

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A Revolução dos Corações

“Não precisamos de líderes, não precisamos de heróis, não precisamos cristalizar movimentos em siglas, não precisamos de nenhum culto a personalidade, não necessitamos nenhuma hierarquia. Só necessitamos uma coisa: sugerir que as pessoas despertem e andem por sí próprias. Essa é a incrível beleza da revolução que foi iniciada. É a revolução dos corações, não das estruturas” (Juan Trigo – El paraíso está en el fundo de tu corazón)

Acredito que a única forma de “sugerir que as pessoas despertem” seja despertando-nos e servindo de exemplo. Exemplo de quem não precisa de guru, de quem confia na vida. Leia mais

telhados brancos

Mestre, os telhados estão brancos!

Escolhi a pequena passagem abaixo de Alejandro Jodorowsky para inaugurar uma nova fase do Conexão Pais e Filhos. Nessa nova fase ampliamos o significado do nome do blog para incluir, além das relações que temos com nossos filhos, as relações com nossos pais e antepassados, a relação entre o filho e os pais que habitam dentro de cada um de nós,  a relação com noss@s companheir@s, parceir@s, cônjuges e nossa conexão com o universo, essa mãe/pai original. Leia mais

Discussão entre irmãos

Eu que tava brincando com a bola!: apoiando a dissolução de conflitos entre crianças

Domingo de manhã. Estamos todos na casa de meus pais tomando café da manhã. As crianças já saíram da mesa e foram brincar. Então meu filho mais novo (quase 4 anos) chega choramingando na cozinha:

Filho: “Eu quero brincar com a bola e ela não deixa”(se referindo a irmã, que tem 6 anos)

No dia anterior os avós levaram os netos para passear, compraram uma bola e deram de presente para os dois. A bola então era dos dois.

Ao ouvir meu filho decidi intervir. Em primeiro lugar contive meu impulso de “resolver” afirmando silenciosamente que meu papel não é esse. Meu papel é de criar um ambiente propício e seguro para que eles se relacionem diretamente, dissolvam o conflito e criem soluções onde os dois saiam ganhando.

Fui até a sala, sentei no chão, chamei os dois.

Filha: “Eu peguei a bola e quero brincar sozinha”

Eu: “Estou ouvindo que ela pegou a bola e quer brincar sozinha.”

Filho: “Ela me deu uma coisa que eu não queria em troca da bola”

Eu: “Ele está dizendo que você deu uma coisa que ele não queria e pegou a bola.”

Eu estava apenas repetindo o que eles estavam dizendo pois acredito que em alguns casos isso ajuda que eles se escutem, e além disso me ajuda a estar no presente.

Nessa hora, me veio uma vontade de julgar minha filha, pois fiquei imaginando a cena dela convencendo meu filho a trocar a bola por qualquer besteira e como ela é mais velha e bem persuasiva conseguiu. Senti vontade de proteger meu filho. Mas novamente afirmei que meu papel não era esse e me mantive neutro.

Percebi que minha filha, que estava com a bola, começou a brincar com a mesma enquanto estávamos conversando. Então pedi para que ela parasse de brincar enquanto estivéssemos conversando. Ela não parou. Pedi para ela me dar a bola. Ela não quis dar. Eu estava presente e com clareza de que meu papel ali não era puni-la ou ensina-la a prestar atenção. Então minha reação foi de pegar a bola dela. Ela deu risada e tentou recupera-la. Eu não deixei e fiquei repetindo: agora estamos conversando. Depois de tentar tirar a bola de mim, de uma maneira brincalhona, ela aceitou e se sentou. É mais importante o estado emocional e a fluidez interna do que a ação, pois se eu tivesse tirado a bola dela com raiva, ou pra mostrar pra ela quem manda, a situação seria completamente diferente. A conversa continuou:

Filha: “Eu estava brincando com a bola antes e parei para ir pegar um livro e aí ele pegou a bola. Mas eu estava com ela primeiro”

Filho: “Mas você largou a bola e eu queria brincar”

Filha: “Mas eu ia voltar para brincar com a bola”

Filho: “Mas eu quero brincar!”

Nesse momento eles já estavam falando um com outro porém ainda estavam argumentando, cada um em sua posição, querendo ganhar do outro. Esse padrão: “é meu! Não, é meu!” durou mais alguns minutos até que os dois silenciaram.

Então eu perguntei: “Alguém tem alguma idéia do que fazer?” Mais alguns segundos em silêncio e então com um ar de alegria:

Filha: “E se nós brincássemos juntos?”

Eu: “Como?”

Filha: “Eu jogo pra ele e ele joga pra mim!”

Filho: “É. Ou, ela bate sozinha a bola no chão e eu fico contando com o contador!”

Eu: “O que vocês acham?”

Nem responderam. Já estavam de pé brincando juntos.

Dentro do paradigma do poder, “resolver” significa que eu como adulto devo me posicionar como policial, apurando os fatos, seja através das confissões deles, seja através da minha observação do que ocorreu. Então devo passar a atuar como juiz e, baseado em leis (conceitos morais) pré-determinadas, proferir o meu veredito e fazer cumprir.

No paradigma da potência buscamos nos responsabilizar completamente por nossas vidas e resolver nossas questões com as outras pessoas de maneira direta, sem a intervenção de um terceiro que decidirá por nós e que na maioria dos casos criará uma situação onde um ganha e outro perde ou em outros momentos, onde os dois perdem.

Nesse caso, após a minha intervenção, os dois ficaram brincando alegres por um bom tempo. Eu estava me sentindo muito energizado. No paradigma da potência, todos saem da situação com um aumento da própria potência, o que corresponde a uma alegria sem objeto exterior. Alegria gerada de dentro.

Eles experimentaram que é possível dissolver a situação diretamente, sem precisar terceirizar para um adulto a solução. Acredito que, na medida em que forem crescendo, não precisarão mais do adulto nem para criar o ambiente seguro e propício para que essa conversa exista. Eles próprios criarão esse campo.

Acredito que eles saíram dessa experiência com mais confiança neles mesmos, em sua capacidade de sair de uma situação estagnada e então criar uma nova realidade.

A parte mais importante desse processo que descrevi não se refere às minhas ações, mas todo o trabalho interno que venho fazendo diariamente há pelo menos 1 ano, para me livrar de crenças e emoções que ainda me prendem ao paradigma do poder e que me fazem reproduzi-lo. Quanto mais sutil for a nossa reprodução do poder, mais difícil de encarar de frente e transformar. Portanto é preciso uma atenção microscópica.

Pode ser que uma situação parecida se repita amanhã. Se eu ficar apegado ao resultado que tive hoje e tentar reproduzir as mesmas frases, a mesma postura e tom de voz, já estou fora do presente. Já estou preso ao passado. Mesmo que seja um passado cujo resultado foi satisfatório. No paradigma do poder, vivemos buscando repetir situações que “deram certo” e aí quando elas dão errado da segunda vez, nos desesperamos, perdemos o chão e dizemos que “isso não dá certo” e que é melhor continuar do jeito mais conhecido e seguro (castigo, chantagem, convencimento). Mas a sutileza está em entender que esse novo jeito é um jeito sempre inédito. A única coisa que se repete é o processo de estarmos no presente e sem estagnação (agindo com base em crenças e emoções do passado). A ação que derivar desse estado fluído será sempre inédita, mesmo que parecida com a de ontem. Nunca será uma repetição, uma busca por um resultado.

Ao embarcarmos nessa nova forma de viver, abrimos mão da ilusão de segurança que o paradigma do poder nos oferece. É preciso ganhar gosto pelo risco, pela surpresa. É preciso recuperar a confiança na vida.

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É Proibido Chorar!: Como A Sociedade Abafa Esse Processo de Cura Natural

(Esse texto, escrito pela Marta Taquá Estela, nos mostra sua presença firme e amorosa para apoiar sua filha de quase 4 anos a extravasar emoções estagnadas. Marta utiliza essa história para questionar porque o choro incomoda tanto e como a sociedade tenta abafá-lo. Para entrar em contato com a Marta, escreva para marta_estela@yahoo.com e conheça o trabalho dela de produção de wrap slings  (carregadores de bebês) na página do facebook chamada Amor de Pano.)

É Proibido Chorar!: como a sociedade abafa esse processo de cura natural

Quando comecei a ler sobre Criação com Conexão a seguinte prática fez bastante sentido para mim, na relação com minha filha: quando perceber que a criança dá sinais de desconexão, manter um limite e ajudar a criança a lidar com ele, extravasando suas emoções para criar a conexão novamente. Leia mais

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“Flore”, Mamãe!: ajudando minha filha a se reconectar

Esse texto foi escrito pelo Diogo Sasaki e relata lindamente como um pai e uma mãe presentes conseguiram entender a real necessidade da filha, sem classificar seu comportamento como manha ou birra, fazendo com que ela colocasse sentimentos ruins para fora e voltasse a viver na sua plena potência, com amor e carinho. Diogo é homeopata. Se quiser entrar em contato com ele, escreva para: diogo.homeopatia@yahoo.com . Diogo participa do grupo Conexão Pais e Filhos, um grupo facilitado pelo Marcelo Michelsohn, que se reúne semanalmente por videoconferência e trabalha a transformação para um novo paradigma. A participação no grupo não é gratuita, mas é inclusiva (cada um contribui com o que quer e pode). Para solicitar sua participação no grupo clique em Grupo Conexão Pais e Filhos.

  “FLORE”, MAMÃE!

Quando recebi o convite para escrever aqui, fui tomado por uma sensação de alegria e aceitei o desafio sem ter a menor idéia de como seria. Agora, tentando começar por algum lugar, lembrei de quando descobri que seria pai. Fui literalmente tomado por uma avalanche de sentimentos: felicidade, esperança, sensação de plenitude, amor, medo, insegurança, dúvidas… e também não tinha a menor idéia do que viria pela frente! Leia mais

Cachoeira da conexão

Conexão Com a Natureza, Conexão Com Meu Filho

Há algumas semanas, comecei a me sentir distante do meu filho de 3 anos e meio. Não sei bem por quê. Eu trabalho em casa e fico com ele muitas horas por dia, mas eu não estava realmente com ele. Percebi que nossa relação parecia muito utilitária: ajudar na hora das refeições, levar para cá e para lá e só. Nem banho estávamos tomando juntos. Leia mais